sábado, 19 de maio de 2018

Hidamari no kanojo (Girl in the sunny place)!



Olá Grifos! Já faz muito tempo que a gente não conversa, né? Então... eu continuou sendo eu mesma e vendo um monte de filmes, dentre eles muitos asiáticos e hoje me deparei com esse: Himadari no kanojo. Confesso que só fui assistir por causa dos atores protagonistas Ueno Juri e Matsumoto Jun que são as pessoas que eu mais amo no Japão! <3 Vou contar pra vocês um pouquinho da história e mais na frente talvez tenha spoiller!


Pequena Sinopse: Kosuke Okuda (Jun Matsumoto <3) e Mao Watarai (Juri Ueno <3 <3) costumavam ser colegas na escola secundaria, ou como conhecemos, no velho ensino médio, naquela época, Mao sofria bulliyng por não tirar notas boas e por estar fora do padrão e seu único amigo era Kosuke. Agora, dez anos depois da escola eles se reencontram e retomam os sentimentos para além da amizade que tinham um pelo outro mas Mao guarda um grande segredo que poderá abalar seu relacionamento com Kosuke...



ATENÇÃO ESSE TRECHO DA RESENHA PODE CONTER SPOILLER!

Minhas Impressões: O que eu mais gostei nesse filme foi que mesmo que a historia deles pareça clichê e boba, ela tem outras facetas e mostra um companheirismo entre eles que te faz querer ter um amor também. O que dizer dos meus dois atores japoneses preferidos?


A historia é muito linda porque foca no casal mas também é cheia de mistérios trazidos pelos muitos flashbacks e a gente fica criando inúmeras teorias sobre a origem da Mao. E muito difícil um filme me surpreender e eu já suspeitava mas quando minha teoria se confirmou eu fiquei chocada! hahahahahaha


É difícil pra mim apontar pontos negativos porque amei muito esse filme mas poso dizer que tem dois pontos que me chamaram a atenção nesse sentido, primeiro que tem uns furos muito simplórios no roteiro, como um arranhão de gato deixar uma cicatriz, por exemplo... e o fato de o foco do filme mudar somente pra vida do casal muito rápido mas no caso dessa ultima critica, sei que dentro do contexto é perfeitamente compreensível já que a vida de ambos mudou depois do reencontro. Enfim, recomendo muito esse filme e1quando descobrirem que amam esse filme tanto quanto eu venham comentar aqui, vou adorar trocar ideias com vocês! <3


 Vocês podem assistir esse maravilhoso filme online no Dopeka!
Ate mais grifos! <3

terça-feira, 3 de abril de 2018

Paraê! Paraê! A Ghost Story



Bora falar sobre A Ghost Story? 

Em 2017 saiu esse filme de mais ou menos uma hora e meia de duração com um fantasma de lençol como protagonista. Acompanhamos a vida de um casal em uma casa nova, os dias passando, as noites também, tudo calmo e tranquilo até que a morte chega. Aí a partir deste ponto o mote do filme fica claro, porque o rapaz que morreu fica. "Como assim?" É isso. Simplesmente isso. Ele fica. Se transforma em um fantasma de lençol e passa a observar o mundo. 

Ao lado do protagonista nós assistimos a casa onde ele morava ao longo dos anos. Pessoas vêm e vão. O tempo passa. E o fantasma continua inerte à espera de algo. Esse "à espera de algo" ou alguém foi o maior tapa que o filme deu na minha cara com um diálogo curto com o fantasma da casa vizinha:


"Estou esperando por alguém."
"Quem?" 
"Eu não lembro..."

Esse negócio do lençol tinha tudo para parecer ridículo, no entanto, por causa do contexto esse detalhe no "figurino" deixou um ar de melancolia no personagem, uma vez que não sobrou um rosto ou um corpo para ele se expressar, só restou um lugar para ele assistir a tudo em volta. Creio que na maioria das vezes o que o fantasma sente nos é passado pelo ambiente (uma luz piscando) ou nós mesmo projetamos um sentimento nele, por exemplo, quando o personagem fica parado encarando a esposa/namorada/noiva/ficante (enfim... não lembro) comendo uma torta fez por mais de 5 minutos.

CINCO MINUTOS! Comendo uma torta. Não estou brincando. Colocaram uma cena com ela no chão comendo uma torta, a câmera parada, ela triste pela morte recente do marido/namorado/noivo/ficante, e a gente assistindo como mais um fantasma de lençol.         


Preciso dizer: o filme é muito lento, tem horas que parece que travou. "Mas por que assistir a um troço desses?!" Eu não tenho a menor ideia do porquê você assistiria a A Ghost Story, mas não espere muito para decidir.

Era isso, gente. 'Té mais. \o/


quarta-feira, 28 de março de 2018

Aniquilação - Tem um pouco de filme nessa estranheza



Esse era um dos filmes que mais queria assistir de 2018. Quando ele saiu pela Netflix no mesmo dia corri para assistir... contudo, entretanto, todavia, eu esperava mais do filme. Não sei se foi o monstro da expectativa ou qualquer outra coisa.

Há cenas/conceitos muito f*das em Aniquilação. Há coisas fantásticas sim. Adorei principalmente o clima de loucura, a perda da noção de tempo, e a cena do urso.

Vamos começar do começo... Aniquilação é sobre um grupo de cinco mulheres (uma paramédica, uma psicóloga, uma física, uma geóloga e uma bióloga/personagem principal) que partem numa missão de explorar uma área tomada por algo desconhecido, que parece uma bolha enorme de sabão, esse fenômeno estranho foi chamado de o Brilho ou a Cintilação.


Dentro do Brilho tudo vai se tornando mais lúdico... não sei se lúdico seria a melhor palavra já que a história trabalha com o nosso medo com o desconhecido. É tudo mais colorido, e vão aparecendo algumas mutações nas plantas, nos animais e nas próprias personagens.

O decorrer do filme me lembrou um pouco de Last of Us, que é um jogo de vídeo-game com gente infectada por fungos e assim transformadas em zumbis; também me lembrou um pouco de Jurassic Park (O quê?!), se acalme foi apenas na parte de ser uma ficção científica no meio do mato. 

Um ponto interessante que Aniquilação levantou foi a questão de suicídio versus autodestruição. Não acompanhamos a primeira missão, já aconteceram várias, todas foram um fracasso. Sempre as comunicações com o mundo exterior são perdidas e os participantes não retornam, ou seja, até aquele momento não havia informações concretas sobre o que estava acontecendo. Enfim, nós fumamos, bebemos, nos colocamos em risco, nos sabotamos em nossos próprios projetos, partimos em missões suicidas como a do filme, nos autodestruimos aos poucos...     

Se colocarmos de lado a parte de ficção científica e o fato de que elas entraram em um ambiente desconhecido sem uma roupa especial, máscara de oxigênio ou mesmo um simples capacete, se tirássemos isso tudo ainda sobrariam as cinco personagens, vemos que cada uma tem seu motivo para estar nessa "missão suicida", cada uma delas é de alguma forma quebrada e estão buscando por algo para se completar. Elas são humanas.

Alerta: a parte seguinte pode conter spoilers da primeira cena do filme.
'-'

Vamos falar de coisa ruim? O que mais me incomodou no filme foi a meia-explicação, pareceu que querem explicar as coisas ao mesmo tempo que não queriam explicar. Nas primeiras cenas do filme é mostrado algo caindo em um farol, algo vindo do espaço. Qual a primeira coisa que passa pela cabeça: 


Isso mesmo... aliens. O filme não tá mostrando essa cena à toa, deve ter aliens em algum lugar desse filme. Mas as personagens ficam se perguntando: Será algo causado pela humanidade? Um ato divino? Extraterrestre? A natureza se revoltando? Eu fiquei "Oxe!" Não sei se foi só comigo, mas achei uma forçação de mistério, e para piorar no final é um alien mesmo (surprise!), mas não falaram o que ele veio fazer aqui na Terra... Era melhor não ter explicado o que era... deixava o mistério no ar... deixava a gente lidando com o desconhecido. 

'Té mais.

P.S.: Esqueci de falar que Aniquilação é do mesmo diretor/roteirista de Ex Machina, Alex Garland.  



quinta-feira, 8 de março de 2018

Razão e Sensibilidade - Jane Austen




Olá Grifos! \o/ Como estão? Terminei a leitura de Razão e Sensibilidade de Jane Austen, uma das escritoras mais influentes no mundo inteiro ate hoje. Ela sempre abordava questões injustas para as mulheres em seu cotidiano, nas suas obras. E acho que falar sobre esses assuntos todos os dias é a melhor forma de homenagear as mulheres. Claro que naquela época os problemas enfocados eram diferentes dos de hoje, mas não tanto assim... mas a luta é todo dia.
Por isso vamos trocar umas ideias e tentar entender como a Jane via a situação das mulheres, e dela mesma como tal, em sua época?  


1. Pequena sinopse:
A história é sobre as duas mais velhas da família Dashwood, Elinor e Mariane. Toda a trama começa com a morte do Sr. Dashwood (Pai), e a "divisão" da herança, em que só o seu irmão, John, filho do primeiro casamento do pai; recebeu todos os bens. As irmãs e a Sra, Dashwood ficarão em uma situação complicada em que tiveram que se mudar para um chale na propriedade de um parente desta última, em outras palavras, tiveram que recomeçar a vida de uma forma mais modesta. E a historia começa a partir desse ponto.



2. Amor X Dinheiro:

Antes de se mudarem para a propriedade do primo da Sra. Dashwood, elas tiveram que receber e tolerar por alguns meses o irmão e sua esposa, Funny, tomarem posse de sua herança e aceitar que a casa delas já não lhes pertencia. Além disso tiveram que se conformar com a renda que John quisesse fornecer a elas, por caridade e não por obrigação. Mas nem tudo foi ruim, Elinor conheceu Edward Ferrars, irmão de Funny por quem logo se apaixonou mas será que esse relacionamento seria permitido pelos Ferrars?

Já na nova casa, Mariane conheceu um rapaz chamado Willoughby, que a salvou heroicamente enquanto caia em uma colina e logo se encantou pela compatibilidade de temperamentos e opiniões. Mas ambos os rapazes tinham patrocinadoras muito exigentes quanto aos seus casamentos e o fato das senhoritas Dashwwod possuírem uma renda menor que o esperado, suas relações se tornaram um empecilho.


Nesse meio tempo as irmãs conheceram muitas outras pessoas mas a mais importante delas, foi o 
Coronel Brandon que se tornou um grande amigo da mais velha e se apaixonou perdidamente pela segunda irmã, achei a personagem bem parecida com o Fitzwilliam Darcy de Orulho e Preconceito naquela coisa de fazer tudo ao seu alcance pra fazer quem ele ama feliz. 

3. Questões sociais importantes e o real objetivo da historia:

 Nas narrativas da Jane Austen, as críticas ao seu tempo estão nas sutilezas, em mostrar que o fato de as mulheres não receberem sua herança em favor do irmão homem, era natural e nem por isso deixava de ser injusto. Ou que uma mulher, mesmo rica, também sofria pois não tinha voz na escolha de seu marido ou em qualquer outra questão, o que era convencional mas ainda era errado. E não tem como a gente dizer que é uma visão dos nossos tempos sobre o passado porque quem crítica é uma pessoa que viveu naquela época e já sabia que tinha muita coisa errada ali.

Apesar de muito opostas entre si Elinor e  Mariane são personagens femininas muito marcantes, se já para época... agora então... ambas muito inteligentes e estudiosas, principalmente Mariane que sempre estava com um livro. Mas como a história precisa de um objetivo central, nesse caso é a aprendizagem sobre o julgamento precitado do caráter alheio, lição que mesmo eu ainda estou em progresso... hahahahaha

Podemos pegar o exemplo do julgamento que Mariane fez ao conhecer o Coronel Brandon e perceber que ele já tinha uma idade mais avançada para a época e em relação a ela mesma, ou seja, ele devia estar na casa dos trinta, Para Mariane o amor já não viria e por isso ele seria um velho solitário e triste ate seus últimos dias. Ela nem se deu ao trabalho de conhecê-lo antes de proferir tais palavras. No decorrer da leitura você percebe que ela vai aprendendo e mudando sua opinião sobre o Coronel e muitas outras personagens.


   
4. Pontos Negativos:

Tem muitas pessoas que por não conhecerem bem ou por não gostar mesmo dizem que as obras de Jane Austen são muito... como posso dizer? Bobas? Superficiais? Sem uma mensagem realmente relevante? Não sei bem o que essas pessoas dizem mas parem... Vamos fazer críticas construtivas baseadas no conhecimento das obras e respeitar o gosto do coleguinha, ok?


É bem verdade que pra ler Austen é preciso muita paciência. Me vi irritada com todas as personagens em vários momentos e isso mostra que as personagens tem muita humanidade e por isso não são perfeitas e creio que esse é um único ponto que se converte em contra (pelo menos pra mim) para a leitura. Em outras palavras, a forma de escrever metódica e detalhista da autora pode irritar um pouco (ou muito).


No mais, indico muito o livro e espero que se divirtam e venham comentar aqui comigo, tendo ou não gostado.

Ate mais Grifos! <3

Desnude e a descoberta de um mundo inteiro de novas possibilidades




Olá Grifas (e Grifos) Antes de mais nada vamos criar nosso clima aqui com um hino:



Pra deixar vocês dentro do contexto desse Dia da Mulher, tudo começou quando eu cheguei em casa e fui assistir ao canal JoutJout Prazer e encontrei por lá um vídeo de Merchan de uma série da GNT, um canal da TV fechada, intitulada "Desnude". E fui assistir... e o que dizer dessa série que trouxe todo um mundo... não! Todo um universo de novas possibilidades?

A série trata da liberdade sexual feminina! Só isso em si já é maravilhoso; embora como a JoutJout mesmo disse: "Olha como é triste a gente estar comemorando isso em 2018! Né?". Enfim... cada episódio tem uma história e protagonista diferente porém todas tem em comum que são maravilhosas em sua imperfeição, toda a série é no ponto de vista feminino por isso podemos ver suas inseguranças, seus medos, sua confiança e como elas se satisfazem sexualmente sozinhas ou acompanhadas. Elas não precisa de ninguém para completa-las, como muitas vezes o cinema e a mídia colocam para nós mulheres.

A série, é sobre mulheres, feita (quase totalmente) por mulheres e para mulheres! Tem coisa mias linda que isso? Ai duesas! <3 E acho sinceramente, que se o Brasil conseguiu fazer isso, muitos outros países conseguem.

Enquanto no vídeo de merchan, JoutJout levantou uma questão muito importante: a representatividade! E enquanto assistia, notei que ela estava certa. Vejam bem, tem uma protagonista negra, uma branca e uma muda mas são todas magras. Mas creio que a série ainda não acabou de ser lançada visto que começou essa semana então vamos aguardar e ver como fica e se não sair mais diversidade, a gente protesta e vai a luta! U_U

Mas é muito interessante abordar a sexualidade feminina principalmente nessa série que me lembrou um pouco Sense8 em que todo mundo é muito livre pra amar e ser feliz... As protagonistas refletem muito o seu papel na sociedade e na família versus os desejos pessoais delas. E passam por processos de amadurecimento tanto sexual como pessoal, sabem? Incrível!

Um outro ponto negativo é que a série é exibida em um canal fechado mas dá pra assistir pelo App GNT Play. Mas talvez esteja sujeito a cobranças para não assinantes. Mas se você é assisante e/ou tiver oportunidade, recomendo fortemente essa série! <3

A luta por todo tipo de liberdade feminina não pode parar nunca! Estamos andando um passo de cada vez e nesse dia das mulheres quero falar de outro tema além da liberdade sexual feminina. Na Ásia, no geral, o machismo ainda é muito forte e eu não consigo deixar de ver muitas semelhanças entre o Brasil e a Coreia do Sul (por exemplo), em termos de cultura machista e patriarcal mas as coisas estão melhorando aos poucos por lá. Grupos de kpop como o "Mamamoo" tem esse cunho feminista que nos dá esperança de que as manas coreanas, chinesas, japonesas, tailandesas e Taiwanesas estão começando a ver a importância dessa luta!
 Hoje não é dia apenas de flores, é dia de escutar as mina e manas e tentar entender a luta DIÁRIA delas! <3


Feliz dia da mulher pra todas as manas que estão na luta todos os dias! Com amor PPG. <3
Ate mais Grifos!


terça-feira, 6 de março de 2018

"Príncipe Peixoto" e suas histórias - A Forma da Água


"Chica Chica Boom Chic" Olá, Grifos \o/ Viemos conversar sobre A Forma da Água, então puxe um banquinho e nos acompanhe: "quem dera ser um peixe" mãos pra cima. \o/

Sobre o que se trata o filme? Zoofilia! Não... também... Enfim. No meio da Guerra Fria uma zeladora (Elisa) de um laboratório secreto do governo estadunidense começa a criar laços com uma das cobaias, que é uma criatura aquática capturada no Brasil. 

Carol: Foi o meu 1º Del Toro e o hype não é a toa: o filme é magnífico. Ele é um ótimo contador de histórias e tem uma sensibilidade muito grande pra contá-las.

Manu: Sim, é uma história tão delicada e ao mesmo tempo tão bruta. O Del Toro tem isso, ele faz uma história super linda, super delicada  sempre fazendo referência aos contos de fadas ou a mitologias, mas ele também pega o lado humano. 

Auryo: Um lado sádico, cruel, cru. Os filmes dele tem essa mescla de inocência por parte de uns personagens e de violência por parte de outros ficando a fantasia em um lugar estratégico como uma válvula de escape. 

Carol: Fora os aspectos técnicos do filme que são belíssimos. A fotografia é muito bonita, a trilha sonora S2

Manu: Concordo muito, principalmente sobre a OST. Sempre que ela anda de ônibus toca uma música mais linda do que a outra, só musicão, eu fiquei chocada, jogada no chão. E claro que eu já xonei na música francesa (La Javanaise).



CarolPode parecer, como vi muita gente falar, uma história estilo A Bela e a Fera, mas há tantas camadas aqui... críticas sociais feitas de forma ora escancaradas ora sutis. Elisa é uma protagonista que aparenta ingenuidade e apesar de sua doçura, ela é extremamente determinada e justa. A relação dela com a criatura é uma clara mensagem de que o amor junto da compreensão, abraçam o que alguns consideram diferente, e acolhem com total entrega e verdade.



Auryo: No meio dessas mensagens há presença constante da água quase como um afrodisíaco. A Elisa se masturba umas duas vezes (ou todo os dias) enquanto banha na banheira. No ato em si ela está debaixo da água. E quando vemos uma tensão sexual partir do vilão, ele derruba um copo de água para que a Elisa venha limpar e ele ter a chance de forçar algo.   

Carol: É um trabalho muito magnífico o que fizeram com a história, o que fizeram visualmente e a própria história, que é muito bonita, é um conto de fadas por assim dizer. Um filmaço. 

Auryo: O roteiro também ficou muito bom. Acho que todos os elementos apresentados foram usados seja para construir os personagens ou tiveram importância para o desfecho do filme. O fato de a protagonista ser muda foi abordado na comunicação dela com a criatura, o negócio dela com o calendário foi útil para a narrativa também, os personagens mexerem nas câmeras para poderem fumar também teve sua função. Forma vários detalhes se encaixando para formar a história da Elisa e da criatura.

Manu: Eu quero colocar um nome nele. Pra gente poder se referir a ele sem ser por "criatura", "cobaia" ou "monstro". Até porque o monstro era aquele infeliz de dedos em decomposição. Alguma sugestão? 

Auryo: Chama de Peixoto. 

ManuPeixoto... Não acredito nessa sugestão! Príncipe Peixoto? 

Carol: Amei. Peixotinho pros íntimos. 

Manu: Eu também gostei muito dos personagens secundários como os amigos da Eliza, o Giles, que era um artista incrível e a Zelda (Octávia Spencer né mores?) acho que essa era quase um alívio cômico. hahahaha

Auryo: Nisto também vemos a pluralidade do filme, há personagens mudo, gay, negros não só como meros figurantes, mas com um papel importante no todo.

Manu: E outra, só eu achei o filme todo uma grande referência ao "Fabuloso destino de Amélie Poulain"? A amizade da protagonista com um artista talentoso e meio recluso, as músicas de fundo, ela ser muito diferente de todos... Não sei. Talvez eu esteja viajando. kkkkkkkkkk

Auryo: ¯\_(ツ)_/¯

Manu: De todos os desenhos do Giles esse foi o mais lindo pra mim:



Auryo: Mas nem tudo foi um mar de rosas... uma das coisas que mais me incomodou no filme foi o final meio "Free Willy, fuja para o mar"...



Era isso pessoal, 'té mais. \o/ 


segunda-feira, 5 de março de 2018

Fantasmão... não pera!




Olá Grifos, como estão? Gostaria de dizer primeiramente  que não tenho motivos para não amar e enaltecer esse livro que é de um autor francês e se passa em um teatro! <3 Vamos falar de "O fantasma da Opera" Sim! \o/

P.S. O PPG NÃO SE RESPONSABILIZA PELO CONTEÚDO MÓRBIDO, RECALCADO E/OU MENTALMENTE PERTURBADO DESTE LIVRO. PARTINDO DO PRINCIPIO QUE SE TRATA DE UMA MERA RESENHA E QUE OS LEITORES SÃO MAIORES DE DE 18 ANOS E PORTANTO CAPAZES DE DISCERNIR QUE NÃO SE PODE OBRIGAR NINGUÉM A TE AMAR!  OBRIGADA!

Breve Sinopse: Na Paris de meados do século XVIII e inicio do XIX um teatro vivia assombrado pela lenda do Fantasma da Opera, todos cochichavam nos corredores sobre como essa figura sempre estava ás sombras observando aquele, que ele julgava ser o seu teatro, o seu domínio. A situação ficou fora de controle quando pessoas começaram a desaparecer e ate mesmo morrer! De quem mais poderia ser obra, senão do Fantasma? E o que dizer da Cantora mais celebrada do momento, Christine Dáe? Que simplesmente sumiu diante dos olhos dos expectadores? Bem ali no palco mesmo, durante sua apresentação?



Minhas impressões: Bom, eu tenho um fraco por tudo que envolve a cultura francesa, embora não goste muito de franceses em si; por favor não tentem compreender, Eu sou aquela que ama abacaxi mas odeia suco de abacaxi! Vai entender. Enfim... A questão principal é que o livro foi construído como uma narrativa investigativa de eventos relativamente recentes, portanto o leitor acompanha a historia como se estivesse realmente nos bastidores da Ópera. Essa parte é uma das mais legais! <3


Nesse sentido a narrativa vai nos mostrando como tudo isso aconteceu mas sem dar pistas de que esses eventos estão sendo esclarecidos, então o leitor fica meio perdido com tantos núcleos que aparentemente não tem nenhuma conexão. Mas lendo ate o fim é que se consegue entender aonde o autor quer te levar.
Poderia dizer que o dia em que Christine Dae desapareceu foi "a gota d'água" dos eventos tragicamente estranhos que vinham ocorrendo ate então no teatro. Nisso o narrador, que é totalmente dispensável, porque se propõe a resolver e trazer a público o caso do fantasma, não faz nada alem de narrar, mas enfim... este ultimo conta que mais duas pessoas despareceram: os irmão de Changy, dentre os quais um deles estava apaixonado por Dae e ao começar a investigar se descobre que todos os casos estão ligados ao Fantasma!


Vou ser muito honesta com meus Grifos! O livro é bem chato ate a a primeira aparição do Fantasma! Ele é realmente a estrela, e enquanto estava lendo faltava pular as paginas em que ele não aparecia... <3

P.S.² Atenção caro Grifo, o PPG adverte que a partir desse ponto é spoiller na cara ate dizer "Chega!"! U_U 



Bom, tenho que começar dizendo que a mudança de diretores do teatro, Christine e o visconde de Changy e o Fantasma, é claro, compõe os trés principais núcleos da historia e se interligam de uma forma muito interessante.
Quem sabe pelo menos um pouco da historia sabe que o fantasma não é um massa de ectoplasma que desencarnou de um corpo humano, ou seja, ele não é um homem morto, inclusive diria que ele estava mais vivo que muitas personagens ali... E ele realmente controlava o que bem entendia naquela ópera e podia ir a qualquer lugar lá dentro, por isso quando conheceu Chrisitne e se apaixonou por ela e por seu talento como cantora não foi difícil chegar até ela.


Christine que era uma doce e talentosa cantora e atriz do elenco da ópera e que ate então não tinha tido a oportunidade de explorar todo o seu potencial se viu abordada por aquele ser estranho do qual só ouvia a voz poderosa, passou a crer que era o tal "anjo da música" de quem seu pai lhe falava quando criança, e passou a ter aulas de canto com esse estranho e isso foi lhe consumindo mais e mais...
Enquanto isso o insuportável visconde de Changy, que tinha um crush em Christine desde a infância deles; ficava na sombra da moça e passou a investigar as estranhas atividades e atitudes que ela vinha apresentando. Mesmo sabendo que precisava de ajuda Christine não podia pedir auxilio a ninguém. Quem mais poderia lhe ajudar a ser uma cantora mais e mais talentosa se não o Fantasma? E se ele ficasse zangado? O que poderia fazer a ela? E quem acreditaria nela se pedisse ajuda?


Vejam bem o Fantasma é um assassino. Ele é um vilão. E mesmo assim não tem como não gostar dele. Ele é a personagem mais interessante da historia. Em primeiro lugar porque toda a narrativa tem esse caráter dúbio e claro que isso incluí as personagens, mas aquele em que essa dualidade é mais forte, mais palpável é no fantasma. Depois ele não apenas ameaça, ele cumpre suas ameaças. Ele matou uma senhorinha inocente por que alguém não fez o que ele queria. Essa foi minha parte preferida! (Tenho um pouco de medo da leitora sádica que há em mim! O_O)

Sobre a relação de Christine com o nosso fantasmão... só existia na mente dele! Na verdade a moça o temia mais que tudo, apesar de ter um pouco de admiração pelo seu talento e piedade por seu sofrimento mas eu mesma não tive pena nenhuma dele, se por um lado era devotado a ela e demonstrava seu "amor" abertamente por outro lado quando ela não fazia como ele queria mostrava sua verdadeira face violenta e manipuladora. Achei pouco o que aconteceu com ele. hahahaha Como mencionado antes amamos e odiamos os personagens por esse caráter dúbio.   

Sobre os Changy não tem muito o que falar, o irmão mais novo apaixonado por Christine não pode toma-la como esposa por não ser nobre como ele, segundo seu irmão que já herdou o título e o dinheiro e ainda quer deixar o mais nova mais infeliz ainda. Inseguro e ciumento ate com a sombra de Christine, ele me encheu o saco durante a narrativa inteira. E o fantasma nem pra matar ele... #Chateada.

O cinema criou uma caracterização diferente do fantasma, acho que pra vender mais. A questão é que nos filmes (dos quais só vi trechos) é um homem bonito que usa uma mascara que cobre metade do seu rosto, mas no livro não se sabe se ele um dia ao menos já foi um humano de tão deformado que ele ficou, e ele usa uma máscara que cobre o rosto inteiro e tem formato de uma caveira. eu fiquei imaginando o tempo inteiro aquelas caveiras do "Dia de los muertos", sabem?


Se o Antônio Bandeiras fosse o Fantasma da Opera mesmo, eu não me importaria de ser o crush dele... <3 
Conclusão: Foi uma leitura carregada no inicio mas conforme foi progredindo e se tornando mais trágica e obscura e eu fui me apaixonando mais e mais pela historia. Vocês sabem que aqui no PPG a gente gosta de umas paradas bem darkness ne? Mas assim só o final poderia ter sido diferente, não gostei muito do desfecho mas vida que segue. No mais eu amei o livro mas não pude assistir o filme ainda. T_T Mas assim que você termina se sente parte de algo sabe? Ler um livro que inspirou tantos filmes e peças... ain! <3

Ate mais Grifos! o/
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...