segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Agarra, Grifo - Nossa Wishlist #4


Depois de muito tempo, estamos de volta com a nossa Lista de Livros Desejados \o/  Aquela lista que só aumenta, que eu sempre esqueço de pegar quando surge uma promoção na Amazon, Submarino ou Saraiva... Enfim, se segura aí e vamos começar.




Cidade Murada

Assisti, li, senti resenhas e fiquei louco para ler esse livro. O negócio de a cidade ser murada não é só uma metáfora, na história os personagens realmente têm dificuldades em ver o céu de tão cheio e entulhado que esse ambiente é. E o melhor de tudo (ou não) é que esse lugar foi inspirado em uma cidade real de Hong Kong (Kowloon).



Legado Folclórico - Felipe Castilho

Vou roubar um pouco e colocar uma série, em vez de um livro único. Uma série de fantasia que se passa no Brasil e é inspirada no folclore daqui, como não amar? Tudo que eu sei é o seguinte: o primeiro livro acaba com um boitatá no alto de um prédio de São Paulo, o personagem principal é "só" um viciado em vídeo games, e tem lobisomens, Iara, Saci. S2



Tem até um booktrailer:




O Castelo Animado - Diana Wynne Jones 

Uma história de fantasia cuja personagem principal, Sophie, foi transformada em uma velha. Acho que hoje resolvi escolher só os livros "diferentões". Fazer o que, né?



 Temos um enorme castelo com patas, língua etc. movendo-se pelos campos e montanhas, soltando fumaça, sendo a morada de seres mágicos. E é nesse lugar que Sophie acaba por cair ao tentar quebra a maldição que a envelheceu num piscar de olhos. Lá ela encontra um poderoso mago, um demônio do fogo (Calcifer ) e o aprendiz do mago.

Fora isso tudo ainda temos um cenário de guerra. Sim. Não sei como é no livro, mas na adaptação dos Sudios Ghibli (assistam!) há aviões, bombas, é uma guerra que me lembrou bastante da nossa Primeira Guerra Mundial.




A Mão Esquerda da Escuridão - Úrsula K. Le Guin

Mais um livro de ficção científica, sim. Da Ursula li O Feiticeiro de Terramar (aqui), que é um livro de fantasia mais young adult que talvez não tenha muita relação com este, que é mais para o público adulto, mas a autora me pegou com suas temáticas. Já imagino as discussões que ela deve ter colocado n'A Mão Esquerda porque os personagens deste livro são "gênero fluidos", ou seja, transitam entre o masculino e o feminino. Para um livro publicado em 1969 você acha pouco?




Então é isso, pessoal. Compartilha com a gente alguns livros da sua "wishlist", ou conta ae se você já leu alguns desses. 'Té mais.



segunda-feira, 31 de julho de 2017

Bem Vindxs à Escola de Vandinhas 🕷

Oi, gente, como estão vocês? Preparados para o mês mais infinito do ano? .-. Eu estarei muito bem acompanhada: além de participar da leitura conjunta de It - A Coisa, organizada pela linda da Thaís (Pronome Interrogativo), serei aluna (aplicada, espero '-') da Escola de Vandinhas, um projeto de leitura maneiraço que minha queridona Malane (Vai na Mala) criou.


O projeto consiste em a cada mês lermos um livro cuja temática é o terror. São escolhidos alguns títulos e aí cada participante dá o seu voto. Depois de contabilizados temos, enfim, a leitura do mês. E como somos bem afrontosos já iremos começar com O Iluminado, do Sr Stephen Fucking King.


Levando em conta que os capítulos do King são curtos, ficou combinado que semanalmente iremos ler 10 capítulos e conforme a leitura flui, vamos comentando no grupo (Sim, tem grupo no whatsapp e tudo ❤).

Então se você sempre teve vontade de ler livros do gênero e por receio não deu uma chance, vem com a gente! Garanto que a experiência será incrível (e por que não divertida, né mesmo?). Pra conhecer os igs participantes e um pouquinho mais do projeto é só clicar ali em cima em Vai Na Mala, onde já pus o link pro ig da Lane. E se você não nos acompanha no instagram corre lá porque estamos atualizando com frequência o andamento das leituras 😘😘😘

{Carol}




quinta-feira, 27 de julho de 2017

A genialidade de Agatha Christie

Oi, galerinha, tudo bem com vocês? 😍

Hoje vim conversar sobre a minha terceira experiência com a Rainha do Crime 💕 Iniciei 2017 com E não sobrou nenhum e nós conversaremos mais sobre ele no mês de outubro (juro que será um post bem legal, com outras indicações maneiras). Depois, conheci o astuto e brilhante Hercule Poirot em O Assassinato no Expresso do Oriente, cuja adaptação para o cinema sai esse ano \o/ E em junho tive o prazer de ler mais uma obra na qual vemos o genioso cérebro do detetive trabalhar a todo vapor.


Em Cai o Pano, Poirot retorna à Mansão Styles, (lugar que já fora palco de um assassinato anos atrás, sendo um dos casos mais famosos da carreira do detetive) que atualmente tornou-se uma pensão comandada pelos Luttrell, para impedir que um novo assassinato seja cometido no lugar. Tendo observado outros cinco crimes e encontrado nestes uma espécie de padrão, Poirot está certo de que a variável que os une é X, a pessoa, de fato, responsável pelos assassinatos. E não apenas isso: X estaria em Styles, preparando-se para fazer uma nova vítima (ou vítimas ).

Porém, a saúde de Poirot encontra-se bastante comprometida, limitando suas ações. Assim, ele solicita que seu velho e fiel amigo, Capitão Arthur Hastings, seja seus olhos e ouvidos em Styles e o ajude a impedir que X ataque novamente. Hastings sente-se perdido, sem saber exatamente como agir, mas resolve aproximar-se dos demais hóspedes afim de extrair qualquer indício de suas personalidades ou ações que os tornem possíveis suspeitos ou suspeitas. 

O ápice da trama está contido nas últimas páginas do livro, porém o clima de tensão é construído durante toda a obra. Desconfiei até de minha sombra ao devorar a história e juro pra vocês que simplesmente desisti de tentar encontrar X .-. Na verdade, desisti de acompanhar a mente desse homem porque definitivamente não dá, haha. Mas devo dizer a vocês que além de surpreender, o desfecho nos deixa de coração apertado (se você que está acompanhado ao post já leu o livro, vem cá me dar um abraço 💔).

O título dessa postagem não é por acaso: os acontecimentos nas obras dessa mulher são cuidadosamente entrelaçados. Ela sabe direitinho como manipular seus leitores, fazendo com que nós elaboremos mil e uma teorias e acreditemos em cada uma, só para no final recebermos um grandiosíssimo VRÁ na cara e ver tudo o que pensávamos cair por terra. Seus personagens conseguem ser um pouco de tudo, despertando em nós variados sentimentos, desde simpatia à julgamentos (por vezes precipitados... ou não .-.). 

Pois bem, acho que já posso me considerar uma fã assumida de Agatha né? Inclusive, estou com planos de fazer um projeto onde a cada mês lerei uma de suas obras. Não irei oficializar ainda porque a pilha de leituras por aqui tá enorme (😐), mas quando me organizar direitinho compartilharei com vocês 💙

E aí, qual foi o seu primeiro contato com a majestosa Agatha? Vem cá e me conta \o/

Espero que tenham curtido a resenha. Beijo estalado na bochecha e até a próxima 😘😘😘




terça-feira, 18 de julho de 2017

O que eu andei fazendo depois do TCC...


Olá grifos! Quanto tempo sem conversar, ne? Então deixem que eu compartilhe um pouco da minha vida com vocês. Eu tive os meses mais difíceis da minha vida ultimamente, além dos já comuns problemas de família que todos temos, pesou mais o TCC, eu pensei que não ia sobreviver ou que ia desistir mas eu consegui e agora sou uma fulana formada e muito feliz, embora outras preocupações tenham surgido... hahahahahaha

Moral da história: Se você, caro grifo que está lendo essa postagem está passando pelo mesmo, nós aqui do PPG só te desejamos força e coragem e te mandamos muitas energias positivas para que você consiga passar pelo famigerado! <3
*Pra quem não sabe, "fighting" é uma forma de demonstrar apoio a alguém na Coréia do Sul.


Bom, uma vez que eu resumi os acontecimentos recentes da minha vida em dois pequenos parágrafos posso seguir o bonde. Vim pra contar pra vocês o que eu ando fazendo ultimamente. Primeiramente:

1. Doramas:

Terminei essa semana, com dor no coração, dois doramas maravilhosos: Lookout e Fight por my way e tô aqui pra falar deles. U_U

Lookout:


Pequena Sinopse: A trama gira em torno de um grupo de pessoas que de alguma forma foram negligenciados pela justiça sul coreana em detrimento dos interesses das pessoas mais ricas e poderosas. E acabam por interferir e fazer justiça da sua própria maneira, deixando de lado as leis. todos os quatro protagonistas tem historias muito tristes e traumáticas, e eu queria muito falar de cada um minuciosamente, como sempre faço mas to trabalhando a coisa de ser mais sucinta... hahahaha T_T É tãaaao difícil!

Comentário: Não é que em outros doramas eu não tenha visto boas representações femininas mas é que nesse dorama a representação feminina foi maravilhosa do inicio ao fim, desde a protagonista Jo Soo-Ji (Lee Si Young) que já era muito forte antes do terrível assassinato de sua filha de sete anos, que ficou impune, passando pela Bo Mi (Kim Seul Gi) que teve a coragem para enfrentar o medo do assassino da sua família e chegando em uma senadora fodona que representava naquela budega.


Assim dois pontos que acho legal destacar: As cenas de ação foram do caralho! Eu ainda tô no chão! <3 A maioria delas foi feita pela Si Young unnie. Detalhe, que ela filmou as ultimas cenas mesmo descobrindo que estava grávida! Lee Si Young, eu te venero! <3 E a personagem não só era boa de briga como era tão inteligente quanto o protagonista masculino, Jang Do-Han (Kim Young-Kwang).

Vocês estão atentos? Ela era a combinação perfeita entre força e inteligencia! <3


E já que eu falei do Jang Do Han(Kim Young-Kwang), tenho que dizer que eu amei ele foi o maior falsovaldo que a gente ama, era uma personagem ambígua, dúbia e nunca sabia ate que ponto ele ia chegar pra alcançar seus objetivos mas ele também tinha uma história bem triste por trás daquele sorriso lindo. Todas as atrizes e atores foram incríveis no seu desempenho mas devido ao personagem do Young Kwang oppa depender do carão para atingir seus objetivo isso exigiu mais expressão do ator e portanto o destacou por mais tempo no dorama.


Mas amei toda a atuação do cast desse dorama, também por ter uma carga emocional muito grande que exigiu muito mais dos atores e atrizes. <3

Outro ponto é que a história é imersa na treta e na tristeza... ai a solução foi o romance. O/A roteirista deixou bem claro: "Shippem a Bo Mi (Kim Seul Gi) com o Kong Kyung-Soo (Key) porque o casal principal não tem chance de dar certo!" E a minha Santa Dorameira e Ganesha são testemunhas que meu coração sabia que era errado mesmo assim shippou Soo Ji e Do Han... <3
Enfim assistam o teaser e vejam por si próprios os motivos prévios para amar Lookout:


Conclusão: Lookout ate agora tá no topo das paradas do meu coração! <3 Eu super recomendo pra vocês mas não façam como meus amigos que nunca assistem os doramas que eu indico mas sobre isso:


Antes de passar para o próximo dorama deixa eu mostrar a música mais legal da Ost de Lookout:


Onde encontrar lookout para baixar? Fighting Fansub e Kingdom Fansub

Fight for my way:


Pequena Sinopse: Choi Ae Ra ( Kim Ji Won), Ko Do Man (Park Seo Joon), Beak Seol Hee (Song Ha Yoon) e Kim Joo Man (Ahn Jae-Hong) são amigos de infância que estão tentando perseguir seus sonhos sem ter que trabalhar em empregos mediócres nos quais não estão felizes, enquanto Ae Ra quer ser uma ancora de TV por ter muita habilidade em falar em público e liderança nata; Do Man também quer seguir seu sonho de ser um lutador de MMA mas para os padrões coreanos, eles já passaram um pouco da idade de ter sonhos e tudo é mais complicado em especial para Ae Ra sendo mulher em uma sociedade tão machista como a coreana.



Enquanto isso o casal Seol Hee e Joo Man começa a ter seus problemas e ambos passam a buscar novos sonhos e principalmente Seol Hee passou a tentar conhecer a si mesma e os seus desejos melhor. O sonho dela era ser esposa e mãe e ela busca isso com Joo Man que começa a se sentir sobrecarregado por algum motivo obscuro.


Comentário: Fight For My Way tem dois pontos fortes centrais, a mensagem de incentivo, que diz que nunca é tarde demais para correr atras dos seus sonhos, principalmente se você ainda se sente jovem e disposto, assim mesmo que todos digam que você não pode isso não te faz desistir.



O segundo ponto forte é a mistura perfeita de romance e comédia, por serem amigos de infância não tem muita coisa que um não diria para o outro, o casal que estava la fazendo a gente shippar era o #SóDáValorQuandoPerde formado por Seol Hee e Joo Man; ela sempre muito dedicada e abrando mão das necessidades dela para ajudá lo por opção, e o idiota reclamando. Assim ela passou a repensar sua vida e seus sonhos e a buscar se conhecer melhor e dedicar mais tempo a si mesma o que foi maravilhoso. <3

Das quatro personagens a que cresceu de forma mais tinida foi o Joo Man, ele era um bomhomem mas cometeu muitos erros e Seol Hee terminou com ele mas dava pra sentir que eles ainda tinham muito sentimentos ali. Eu torci pra que eles ficassem juntos, apesar de tudo.


Já o casal #DepoisDe20anos formado por Ae Ra e Do Man era um casal muito lindo e eu quase morri de shippar! Aquele sonho de princesa que todo mundo tem de encontrar não apenas um amor mas um companheiro de vida, um(a) melhor amigo(a), sabe? Eles sempre eram muito diretos sobre os sentimentos deles, e também muito divertidos, eu ri o tempo todo. <3 Muito lindo e eu jogada no chão!




Por mim, podíamos ficar o resto da vida falando desse dorama ou vendo mais e mais gifs desse casal maravilhoso mas não podemo esquecer da AeRa destruidora e pisadora de embuste!


Ae Ra foi a primeira mulher, na trama, a se tornar uma apresentadora de MMA. Só porque ela tava achando que tava pisando pouco. Ae Ra e Soo Ji eu venero vocês! <3


Onde encontrar FFMY para baixar? Kingdom Fansub e fighting Fansub
E uma parte da Ost:


Era isso gente. Ate mais! <3


quarta-feira, 12 de julho de 2017

Trem dos Zumbis! O_O



Digam se esse pôster não ficou legal? <3

Este texto era para sair há três... quatro meses... eu não vou falar cinco... Mas devido a uma infestação zumbi ele atrasou só um "pouquinho". 


Olá Grifos! Vim Hoje para dar a César o que é de César e elogiar muito o Cinemas Teresina pela, sou muito suspeita, excelente curadoria de filmes do fim de 2016 para cá... <3

Bom, tudo começou quando eu estava com a minha família passeando tranquilamente no Teresina Shopping, que apesar de não estar patrocinando este post, merece meu amor, já chegaremos lá. Então, como eu estava dizendo, estava passeando quando me deparei com esse pôster gigantesco no cinema. O que eu fiz? Isso mesmo! Tirei uma foto. Mais dez pontos para Grifinória. \o/


Prova:
Parecia que eu tava vendo o próprio Gong Yoo
de tão feliz que eu tava! <3

Para falar a verdade, eu sabia que ia estrear nos cinemas brasileiros, e alimentei uma pequena esperança de que estreasse aqui em Teresina, por isso me segurei para não assistir em casa... Foi muito difícil! Mas, finalmente eu assisti Train to Busan e foi lindo! Foi como assistir dorama na telona! Meu sonho realizado! <3

Para quem não é fã de gente que vive do outro lado do planeta pode ser difícil de entender mas foi emocionante, eu me senti tão à vontade... como se tivesse assistindo dorama em casa! \o/

Sobre o filme:




Breve Sinopse: Seok Woo (Gong Yoo) é um gestor de findos em Seul, divorciado e viciado em trabalho; mesmo vivendo com sua filha Soon Ah (Kim Soon Ahn) não é próximo ou demonstra afeto pela menina. Esta que em seu aniversário quer ir ver a mãe que mora em Busan, como presente de aniversário e ele não tem outra escolha se não levar a filha.




Reflexão sobre o filme:

A treta começa quando aparece um veado zumbi... hahahaha
Bom gente como vocês devem saber tem uma infecção zumbi que pega quase toda a Coréia do Sul, porque sul coreano ignora a existência dos norte coreanos mas eu queria que esse vírus pegasse o Kim Jong Un (Ditador Norte Coreano). U_U

Enfim, to divagando de novo... Os atores foram sensacionais nesse trabalho e para muito além do Gong Yoo, a menina que fez a filha dele, Soo Ahn, meu deus! Que atuação maravilhosa! Olha que as crianças coreanas atuando dão surras e mais surras em muitos atores adultos. No trem eles encontram outros personagens importantes como a Sung-Gyeong (Jung Yu Mi) e seu marido Sang Hwa (Ma Dong Seok) esse último que me impressionou muito por ser um ahjushi (senhor) muito bonito e muito forte mas a personagem era muito doce e protetora. No fim do filme eu já tava assim:



O filme é cheio de ação e as personagem colocam a cara no sol e enfrentam os zumbis e pior os humanos com medo...


"Foi aqui que chamaram uns boy bonito?"
Claro que tem sempre um pior que os outros como é o caso do Yong-Suk (Kim Eui-Sung) uma interpretação brilhante, ele me fez odiar o personagem, até porque 90% das personagens virou zumbi por causa dele.


O ator Kim Eui Sung nas duas fotos em trabalhos distintos, na
foto à direita em Train to Busan e na foto à esquerda em "W
Two Words"
Ainda temos o casal Romeo e Julieta da história, Young-Gook (Choi Woo Sik) e Jin Hee (Ahn So Hee) foram os representantes jovens do filme que intencionou abranger ao máximo o público alvo do trabalho, colocando personagens de uma faixa etária bem abrangente, o que foi maravilhoso. <3
Mas de todos os atores os melhores, na minha humilde opinião, foram os que fizeram os zumbis. <3




Não pude ignorar a semelhança com a hora de entrar no onibûs.
Eu amei o filme do inicio ao fim, o único ponto que não gostei foi que acabou. </3
E ainda tocou "Aloha oe" do filme Lilo e Sticth de 2001 



Ate mais galera! o/



Ficha técnica:

Titulo original: Busanhaeng (부산행)
Titulo Internacional: Train To Busan (English title) / For Busan (literal title)
/Invasão Zumbi (Brasil)
Direção: Yeon Sang Ho
Gênero: Ação/Suspense-Thriller
Duração: 118 minutos
Estréia nos Cinemas: 20/07/2016 (Na Coréia do Sul)
Idioma: Coreano (Hangul)
País: Coréia do Sul
Distribuidor: Next Entertainment World

P.S. Esse filme foi ganhador do Festival de Cannes de 2016. Só pra constar mesmo! Beijos! Orgulho me define! <3

Caso você, meu caro Grifo, tenha se interessado pelo filme, você pode usar meus meios para baixar no Kingdom Fansub <3 Lembrem se que requer um cadastro mas coisa simples. 

sexta-feira, 30 de junho de 2017

"3 porquês" para assistir American Gods... ou não




Vim aqui conversar com vocês sobre a série American Gods, baseada num livro do Neil Gaiman. Assisti aos oito episódios da primeira temporada e ainda não sei se gostei ou não... sei lá...

Não li o livro ainda, mas deu pra ver que todo esse conceito de que os deuses precisam da fé dos humanos para existirem/terem forças e os conflitos entre os deuses antigos e os deuses surgidos com a modernidade, como a Media e o Technical Boy, é genial. 

Pois bem, por causa dessa minha indecisão de saber se gostei ou não da história vou elencar três coisas que me chamaram a atenção, aí fica a cargo de vocês:

1. Mitologia. No caso, melhor seria falar em mitologias. A série tem mitologia nórdica, africana (aqui entra a egípcia também, viu?), eslava, irlandesa, tem até a Rainha de Sabá. 

Acompanhar a trajetória desses deuses ao longo dos séculos, quem conseguiu se adaptar, quem tá em decadência etc. é fantásticoE o motivo de todos esses seres estarem juntos em um único país também é muito legal: imigração. No entanto, aqui entra um pouco da minha frustração (talvez gerada pela expectativa, maldita!), porque o nome "American Gods" faz com que eu espere um foco maior neles... né?



Porém, tiveram uns episódios... uns episódios quase que inteiros mostrando não os deuses em si, mas sim os "crentes" desses deuses... nossa, a moça do Leprechaun (o duende irlandês) me impacientou, pensei até em desistir da série.

Ok, é interessante sim mostrar a relação deles com os humanos, no entanto, quase uma hora disso é demais. Às vezes a história nem andava, e foram uns episódios em sequência que dava pra resumir em um só. Sem falar de uns deuses que só passaram mesmo, se eu não pesquisassem quem eram iria ficar sem saber. 

Enfim, achei o meio da série um tanto arrastado, mesmo tento uma coisa ou outra que achei incríveis, um exemplo: a mitologia criada para a série/livro que pegou vários aspectos da vida dos estadunidenses. 


2. Um pouco deles... um pouco de nós. Quando algo é muito venerado acaba sendo personificado em um deus. Na série, vemos uma deusa para a mídia, outra para o sexo, tecnologia, morte e assim vai. Usaram até o Vulcan (o Hefesto grego) para falar da cultura armamentista dos Estados Unidos. 



Várias dessas reflexões sobre as pessoas que vivem nos EUA também valem para nós aqui no Brasil. A mídia, por exemplo, é algo poderoso e perigoso nas mãos erradas, não tô falando só da TV, rádio ou jornal de papel, e sim da mídia de uma maneira mais geral: artistas, youtube, redes sociais, qualquer dessas meios nos influenciam, nós querendo/percebendo ou não.


3. Ostara, Media e Mr. Nancy. Aqui vão os personagens que mais me chamaram a atenção: 



Ostara, a deusa da Páscoa! Podem chamar de Easter também (Happy Easter!). A personagem é toda colorida, parece tranquila, feliz e satisfeita com seu feriado, ou melhor com o ferido de Jesus, ou melhor ainda dos Jesuses (sim, na série há vários, um para cada forma de vê-lo ou interpretá-lo).

O legal é que a Ostara tem uns momentos de raiva: a gente a vê se controlando, tentando manter a classe, mas por dentro dá para ver que ela tá puta da vida, em outros momentos ela deixa escapar mesmo. 

A atriz (Kristin Chenoweth) ficou muito bem no papel, até a voz casou com a personagem. Só temos um problema... ela só aparece no último episódio da primeira temporada... '-' que digo de passagem: foi o melhor, era tudo o que eu esperava desde o início. 



Media, o nome é autoexplicativo, né? Gillian Anderson interpreta a Deusa da Mídia, o David Bowie, a Marilyn Monroe dentre outras tantas personificações da deusa. "Como assim?" Toda a vez que a Media aparece para algum personagem ela se materializa na forma de algum cantor, de alguma atriz, de algum famoso em geral. Isso é muito divertido.    



Anansi, Mr. Nancy, ou Orlando Jones, um deus africano relacionado com aranhas e histórias. Além disso, ele é um trickster (aquele tipo de deus brincalhão com lábia para enganar as pessoas, tipo o Loki). 

Esse teve umas das melhores apresentações. Como não amar o discurso dele dentro de um navio negreiro falando sobre a América?

You want help? Fine. Let me tell you a story. "Once upon a time, a man got fucked." Now, how is that for a story? 'Cause that's the story of black people in America. [chuckles] Shit, you all don't know you black yet. You think you just people. Let me be the first to tell you that you are all black. 

Você quer ajuda? Legal. Me deixem contar a vocês uma história. "Era uma vez, um homem que se fodeu." Agora, como isso pode ser uma história? Porque essa é a história das pessoas negras na América. [risos] Merda, vocês não sabem que são negros ainda. Vocês pensam que são só pessoas. Me deixem ser o primeiro a dizer a vocês que são todos negros. 

Só vi verdades na fala do Nancy. Ainda não tinha parado para pensar que talvez todas as pessoas que foram arrancadas de África para trabalharem como escravas nas Américas não teriam a noção da segregação por causa da cor da pele, realmente ainda não saberiam que eram negros. '-'

Era isso pessoal que eu tinha para dizer. Agora, se eu vou assistir a segunda temporada? Vou sim. Vou na esperança de que todos os episódios sejam tão bons quanto o último da primeira temporada.'Té mais, meu povo e minha pova.


quinta-feira, 29 de junho de 2017

Ursula K. Le Guin e Terramar



Olá, olá, Grifos, Dragões e Sombras \o/

Quero começar dizendo que me senti enganado por essa capa maravilhosa  porque o dragão aparece só em umas cinco páginas e ele não nem o desafio principal, imagina quando eu for ler Dragões de Éter que me disseram que não tem dragão na história XD

Logo de cara já achei duas coisas interessantes:

1. O mundo criado pela Ursula neste livro é um arquipélago gigante (terra, mar), ela foi bem diferentona, porque na maioria das fantasias vemos grandes continentes, grandes cordilheiras de montanhas, grandes não-sei-mais-o-que, e aqui é um monte de ilhas, ainda não tinha vista isso. Ah tem mapa também 

2. Ged, o personagem principal, não é aquele mocinho de pura bondade, inocente, de moral ilibada, e... nossa eu falando desse jeito parece que o menino é um pervertido... não é bem assim, ele só não é aquele protagonista perfeito, e infelizmente ele chega a ser um pouco chato no começo, porque Ged é arrogante, teimoso, se acha, e deixa claro que quer poder e ponto final, chega até a pensar isso sobre o mestre dele: "que vantagem havia em ter poder quando se era sábio demais para usá-lo".


O personagem melhora depois de alguns golpes da vida, às vezes dados por ele mesmo. Tudo isso o torna mais interessante, pois é falho e por causa disso mais humano. Fora essas coisas ainda há a questão de ele ser negro  Não só ele, mas grande parte das pessoas do Arquipélago. 

Lendo o posfácio me deparo com isso: 

"Infelizmente, na época, eu não tinha poder para combater a recusa pura e simples de muitos capistas em colocar pessoas não brancas na capa de um livro."

Página 174

Esse é um assunto que mereceria um espaço só dele, no futuro quem sabe pode rolar um texto aqui para conversarmos ^^ Foi por essa e por outras que comecei a amar essa mulher. Agora fiquei na vontade de ler A Mão Esquerda da Escuridão...

Voltando... No entanto, esse livro não é diferente só em relação ao personagem principal, há uma grande diferença se o compararmos a outras obras de fantasia: não há guerra em Terramar! O tema desse primeiro livro da série é a busca de conhecer a si mesmo, é essa a jornada de Ged. O grande desafio dele é enfrentar uma sombra sinistra que ele mesmo invocou quando jovem, o que faz tecnicamente Ged ser o vilão e o mocinho de sua história.    

"[A Sombra] Estaria em seu rastro agora, buscando aproximar-se dele, para sugar sua força para dentro de si, esvaziar-lhe da vida e cobrir-se com a sua carne."

Página 84

Era isso pessoal. Fica a dica para quem quer ler algo para respirar novos ares ou mesmo está começando a se aventurar na Fantasia. 'Té mais. 


Leia mais mulheres \o/


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...