domingo, 29 de outubro de 2017

AnimaGrifos #1: vampiros, titãs, iluminatis e espadas


Olá, Grifos \o/

Aproveitando que voltei a assistir animes e animações cá estou eu para batermos um papo. 

Castlevania - essa é a série da Netflix baseada em uma franquia de jogos do mesmo nome, que estreou esse ano (2017). A primeira temporada tem apenas 4 episódios de cerca de 20 minutos cada um. Vou logo falar que não joguei nenhum Castlevania, então a animação não teve pra mim aquele gosto de nostalgia. Mas se acalme porque o negócio é realmente muito bom. A história gira entorno do Conde Drácula e de um "grupo de aventureiros".  

Bem vingativo (não vou contar o porquê), o Drácula soltou uma horda de demônios para destruir as cidades da região. O que as pessoas vão fazer? Morrer, isso mesmo. Não, pera... Lutar! Tá... algumas vão lutar, outras vão só ser escrotas. Além do vampirão temos o grupo de aventureiros, que é formado por Trevor Belmont com seu chicote Vampire Killer, e cuja família é conhecida por matar essas criaturas da noite, também temos Sypha Belnades, uma oradora, ou seja, ela faz parte de um grupo de pessoas que acumulam conhecimentos (aqui estão incluídas magias elementais ), e por fim pra fechar o grupo... acho um spoiler contar...   

Pois bem, eu não tava gostando da série. Ela é visualmente fantástica, tem vampiros, uma pegada mais sombria, tudo para eu amar, no entanto, faltava alguma coisa no começo. Até que veio o último episódio com várias lutas aí sim a série me ganhou, o ruim é que ficou meio "coito interrompido", no melhor da bagaceira o negócio acaba. Que é isso?!      
  
Vou deixar um trailer maroto para vocês darem uma olhada. 



2º Temporada de Ataque dos Titãs - Eu gosto muito da série, mas reconheço que ela tem lá seus defeitos. Adoro o jeito dos titãs agirem como uma força da natureza imparável, e a ideia de os seres humanos ficarem presos entre muralhas numa mistura de várias culturas e povos.

Na primeira temporada uma coisa que achei sem graça foi os vários deus ex machina, que é uma solução vir do nada. Há partes onde os personagens estão encurralados ou em uma situação que não há outra saída a não ser morto pelos titãs, mas aí surge alguém ou algo do nada para salvar o dia. Isso fica mais estranho no contexto da história, porque as pessoas - até personagens que julgamos importantes - morrem por um deslize, uma besteira de nada que eles fazem aí um titã o agarra e o corta no meio com os dentes.



A presença dos titãs (mesmo parecendo às vezes cômica, principalmente quando eles andam) é de um terror que se justifica na nossa insignificância, você precisa sair dali imediatamente ou eles passam por cima. As mortes são cruas e muitas inesperadas, deixando quem assiste em estado de alerta o tempo quase todo.

A segunda temporada, bem... tem os elementos da primeira, óbvio, aparecem mais "espécies" de titãs, resolvem poucas questões do primeiro e cria muitos outros mistérios. Uma coisa que eu gostei bastante foi o foco ir dessa vez para os personagens secundários, no entanto, isso trouxe um problema: esses personagens mesmo aparecendo na primeira temporada não foram muito explorados lá, então tinham que ser melhor apresentados na segunda temporada, a solução do anime foi jogar vários flashbacks, teve uma hora que aconteceu um flashback dentro de um flashback. Isso nem irrita...
   




Gravity Falls - nem só de sangue é feita esta lista... Nossa, esse foi um dos melhores desenhos que já assisti. Não entendo o povo que fica dizendo "os desenhos de hoje não prestam" ou "quando eu era criança era muito melhor", por favor se polpem e vão assistir Gravity Falls. 

E sobre o que se trata? De dois irmãos gêmeos (Dipper e Mabel) que vão passar as férias de verão com seu tio-avô numa cidade do Oregon chamada Gravity Falls, a cidade é tipo um imã para bizarrices, várias criaturas começam a aparecer, mistérios vão surgindo, e até um ser em forma de pirâmide/triângulo com um olho no meio é invocado para fazer acordos e tocar o terror na série. 

Para você ter uma noção do quando a cidade é trevosa na história existe até uma espécie de catálogo das criaturas que aparecem por lá, que vão desde gnomos até seres que saem de fendas inter-dimensionais no formato de um doritos. 



Claymore - esse anime já tem uns dez anos, mas só agora tô assistindo (não me julgue). Ele tem 1 temporada com 26 episódios de um pouco mais de 20 minutos cada.

Claymore é como o povo chama um grupo de guerreiras que lutam contra uns demônios (yoma), elas conseguem lutar de igual pra igual com eles porque as Claymore são metade-humanas e metade-yoma, no entanto, pelo o que a gente sabe elas eram humanas que sofreram um procedimento de trocar o sangue e a carne humana por de demônio, isso tudo é realizado pela organização para a qual elas trabalham.



O anime é cheio de gore, gente morrendo, mistérios, mulheres foda lutando etc. Tirando a luta final que foi meio "previsível" o resto da história você não sabe nem de onde veio o golpe, o negócio é surpreendente, o roteiro de uns episódios é perfeito como o do terceiro episódio.

Ah esqueci de falar que na série a personagem principal tem uma missão principal de vingança, mas faz vários outros trabalhos ao longo do caminho. Essas missões secundárias envolvem salvar algumas cidades de demônios infiltrados entre os moradores humanos, e por "infiltrados" entendam como eles assumindo o lugar de uma pessoa qualquer e quando não tem ninguém olhando eles matam e comem uns humanos de boas.



Se investigar esses casos que podem te matar não fossem o bastante as Claymores, que são as únicas capazes de derrotar esses demônios!, ainda tem que ignorar o preconceito/medo das cidades porque elas são meio-humanas, meio-demônios. Ingratidão resume as pessoas do anime... do anime... né? 


Se tiver alguma sugestão é só deixar aqui nos comentários. 'Té mais.



quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Agatha Christie - Xenofobia, velhice e motivação (box 5)




Olá, seres do mundo todo. Adivinhem só quem voltou a aparecer no blog. Sim! A rainha do crime. Dessa vez bora conversar sobre o "box 5 da HarperCollins Brasil", que inclui os livros: Convite para um homicídio, M ou N? e A casa do penhasco.



N'A casa do penhasco vemos o detetive Hercule Poirot de férias, meio que aposentado dos casos/mistérios, mas então uma moça passa pelo caminho dele. Nick Buckley é a dona da casa do penhasco, e ela está passando por digamos uma onda danada de azar porque é carro sem freio, é pedra caindo nela enquanto desce do penhasco, teve até um quadro antigo que quase a esmagou durante o sono etc. Ela tá ruim, tá precisando de um descarrego. 


No entanto, e se há alguém tentando matá-la...? Essa pessoa não parece ter motivos tão óbvios. "Só um louco mata sem razão" assim que começa o livro, e foi isso que mais me chamou a atenção: motivação, tem uma hora que o Poirot faz uma lista de motivos para um homicídio. Lucro? Ódio? Amor transformado em ódio? Ciúmes? Inveja? Medo? Ao infinito...

Essas coisas sempre me lembram que ninguém está livre de cometer algum crime, só precisa daquele empurrãozinho, daquele justificativa. Fora os casos que foram "sem querer" (por negligência, imprudência ou imperícia). 

Mas não vou só para esse lado, essa discussão pode ser levada para qualquer ato humano sendo crime ou não, porque às vezes falta só aquela última gota d'água para transbordar tudo, o que não significa que foi uma coisa isolada que motivou a pessoa e sim um conjunto de fatores, ações, reações, omissões.

"O mal não permanece impune, Monsieur, mas às vezes o castigo passa despercebido."
Página 158 (A casa do penhasco)

Então, vamos para o próximo livro. M ou N? ou no inglês: N ou M? ¯\_(ツ)_/¯

Esse é um livro sobre espionagem! No meio da Segunda Guerra Mundial, Tommy e Tuppence precisam descobrir em uma pensão no... vou falar "Reino Unido" que é pra não errar porque não lembro se era na Inglaterra ou na Escócia... descobrir entre os hóspedes dessa pensão quem é um espião nazista. 

Confesso que dos três esse foi o que menos gostei. Isso se deu mais pela forma que o mistério foi resolvido - foi meio por acaso - do que pelo resto da história: a dinâmica do casal (Tommy e Tuppence) é fantástica, gostei demais dos dois, já até pesquisei outros livros em que eles aparecem; e todo o esquema de espionagem é muito interessante, principalmente o que a pessoa faz para se manter escondida, o plano é bem complexo.


O livro aborda pontualmente vários temas, um dos principais é a velhice. Tommy e Tuppence já são considerado velhos... velhos e imprestáveis o que é pior. Isso ainda é agravado pela situação de guerra, porque eles querem participar de alguma maneira, ir à luta, mas o que sobra é ficar tricotando agasalhos para os soldados e nada mais. 

Durante todo o livro os outros personagens ficam reforçando essa ideia de que a vez deles já passou e que agora não podem mais contribuir com muita coisa. Aí de novo fiquei matutando... até onde esse tipo de pensamento serve realmente para a família/sociedade proteger a pessoa idosa? Ou isso não pode ser muito mais nocivo a elas, gerando uma depressão ou outros problemas? 

 Nós temos que ser mais do que "nascer, crescer, reproduzir e morrer". Lógico que querer descansar após uma certa idade é ótimo, entretanto, isso não é sinônimo de ser inútil ou de ser um estorvo. 

Enfim... Pulando para outro tema:

"Não pode esperar que um homem da rua saiba a distinção que existe entre um alemão e um nazista."
Página 29 (M ou N?)

A presença do "inimigo" está em todo M ou N?, os estrangeiros são os primeiros a serem apontados como culpados, seja refugiados de guerra ou que tenham alguma descendência ou vínculo com determinado país estrangeiro. Claro que em um estado de guerra as coisas são diferentes, mas... mesmo na guerra... uma mãe é uma mãe, não é? (eita, que isso dá quase um funk)

Só p'ra constar: esse livro foi publicado em 1941, no meio da 2ª Guerra Mundial...

"Compreendo que são também seres humanos e que somos iguais. O mal está na máscara que colocamos: a máscara da guerra.

Página 80 (M ou N?)

Mudando de livro, mas continuando no assunto. No Convite para um homicídio, a história se passa no pós guerra - não lembro se é depois da 1ª ou da 2ª - e de novo qualquer pessoa diferente/estrangeira é taxada como culpada número 1, inclusive pela polícia, aí o negócio fica mais sério.

"Acho que o hotel devia tomar mais cuidado com as pessoas que vêm trabalhar aqui... estrangeiros, principalmente. Com um estrangeiro, a gente nunca sabe a quantas anda. Ele era de alguma dessas quadrilhas que os jornais falam?"

Página 48 (Convite para um homicídio)

"De alguma dessas quadrilhas"... hoje poderíamos falar "de algum grupo terrorista de que a mídia fala", e pegando uma frase lá de cima para brincar com ela: "Não pode esperar que um homem da rua saiba a distinção que existe entre um muçulmano e um terrorista".

Só para encerrar: dos três livros o Convite para um homicídio foi o melhor! A trama é justamente o que você está pensando: alguém convida uma galera para um homicídio. "Como assim?" É colocado no jornal do bairro esse convite a todos os amigos da família, mas... não foi a dona da casa quem colocou. 


Tem personagem super engraçado, tem uma senhora que a história dela é de partir o coração (se você tiver um, logicamente), tem muitas mortes, e a cereja do bolo: é um caso da Miss Marple, a velhinha detetive, na hora que eu soube disso já pensei: vixe, no final ela vai quase matar alguém pra pegar o assassino. Dito e feito. Lembro de um livro que ela esperou o assassino colocar a cabeça da vítima no forno... Miss Marple não é normal. S2

Era isso, pessoal. Inté outro dia.






Esse foi um oferecimento do Mês do Horror, porque não há nada mais horrível do que a humanidade. 


domingo, 1 de outubro de 2017

O Último Adeus, por Cynthia Hand.

ATENÇÃO: o principal objetivo do projeto #LendoSetembroAmarelo é sensibilizar e ajudar na divulgação de informações a respeito do suicídio. O livro indicado abaixo contém possíveis gatilhos, então peço gentilmente que antes de optar pela leitura, leve em consideração os seus sentimentos e não se force a uma situação de desconforto e mal estar.

Alexis está em seu último ano do ensino médio, o que implica em todo aquele cenário familiar: sonhos, medos, ansiedade... Porém, para muito além desses sentimentos, a garota tem de lidar com a ausência, a dor e a culpa pela morte de seu irmão, Tyler. Acompanhamos ainda o sofrimento de sua mãe e as ações e sentimentos de outros personagens que direta ou indiretamente relacionaram-se com o garoto.



Através de um diário - sugestão dada por seu terapeuta, Dave - Alexis nos relata seu dia a dia assim como memórias de situações que vivenciou/compartilhou com seu irmão. Essas memórias nos aproximam de Tyler: um garoto divertido, inteligente, popular, muito amado por sua família, amigos e namorada... Então o que o levaria a tirar a própria vida? 

Alexis também se questiona quanto a isso. Ela busca por estatísticas, fatores que podem ter contribuído para o que acontecera, mas mesmo com dados e suposições, ela não compreende. Em um determinado ponto da narrativa me pareceu, levando em conta o comportamento de Tyler, que talvez ele estivesse enfrentando a depressão - que se apresenta como um dos fatores de risco para o suicídio. Porém, Cynthia Hand não deixa isso exatamente claro, ela quer simplesmente que possamos acolher Alexis, sua mãe e todos que sentem a ausência de Tyler. E foi isso que fiz: sentei ao lado de Alexis e ouvi sua história. Me emocionei junto dela, senti a perda de Tyler como se fosse um amigo querido. Eu quis atravessar as páginas e levar um pouco de conforto para ela, seus pais, Ashley, os amigos de Tyler... 

O Último Adeus foi exatamente o que me disseram e, consequentemente, o que esperava: marcante! Há dor. Dor de diversas formas. Mas há crescimento pessoal, conquistas, recomeço, personagens palpáveis que despertarão no leitor não apenas afinidade, mas afeto e empatia. Fora a infinidade de diálogos maravilhosos... Junto de Por Lugares Incríveis - que também retrata o suicídio e o processo do luto - da Jennifer Niven, é uma história que entrou para a lista de favoritas da vida.

Esse é, definitivamente, um dos meus favoritos. Emociona, mas diverte pela sinceridade e pureza de uma criança.
Também é um lembrete de que quando precisarmos falar, que não hesitemos em buscar ajuda. Se no exato momento em que você necessite, não pareça ter alguém, há serviços destinados a te ouvir, sem julgamento algum. Fale, porque você é sim importante e não está sozinho! Há sim motivos para continuar a sua caminhada, há muito para aprender e ensinar 💛


Onde você pode adquirir um exemplar:

{Carol}

domingo, 17 de setembro de 2017

"Sou Moana" e a esperança nos nossos corações...



Olá Grifos, como estão? Então... precisamos falar da Moana! <3
Eu esperei para assistir com meus irmão porque eu tinha prometido mas valeu muito a pena!<3
Uma "princesa"? Não, uma mulher, uma líder e uma guerreira! Ai meu deus! Eu ainda tô jogada!


Uma sinopse resumida: Moana é a próxima líder de seu povo que vive em uma pequena ilha de nome complicado em meio a um lindo arquipélago, onde estão acontecendo estranhos fenômenos naturais como se a natureza estivesse morrendo. Segundo a lenda isso é porque a ilha mãe Te Fiti teve seu coração roubado pelo semideus Maui e Moana foi escolhida pelo oceano, isso mesmo pelo oceano para resolver toda essa treta! U_U


 Sabe aquele sentimento de fazer parte de algo maior, da sua ancestralidade? Pois é... esse foi o sentimento que eu tive assistindo Moana. Quem não assistiu talvez não entenda mas vejam essa música:


É uma mensagem muito clara: "Você é capaz de fazer algo grande como seus ancestrais!" e eu nem chorei só fiquei toda me tremendo! <3


Gente, o processo de autoconhecimento e as escolhas que a Moana faz, mostram o crescimento de uma personagem que já era maravilhosa! Nos mostra também que precisamos viver nossas próprias experiencias e colocar a cara no sol mesmo. Mas o mais importante: A representatividade de uma comunidade onde mulheres e homens são iguais, desempenham as mesmas funções e se respeitam mutualmente... isso é que é lindo! Quando a Disney faz uma animação assim nós podemos ter esperança na humanidade... só talvez! <3


Como deu pra notar eu amei o filme de verdade. Acho que Moana merece todos os prêmios só por abrir os olhos! <3 hahahahaha É isso gente. Até mais! o/

P.S. Eu juro que eu sei que o foco da animação não é esse mas eu shippei a Moana com o Maui tanto que eu quase morri! Aaaaaahhhhh! <3 Ai fiquei que nem doida procurando fanart no Google:



Até mais Grifos! o/

domingo, 10 de setembro de 2017

Falar é a melhor solução!

Olá, pessoal, como estão? 💛

Hoje, 10 de setembro, é o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio. Durante o mês, em nosso país, estão acontecendo diversas ações em prol da sensibilização quanto ao assunto. Todos nós podemos ajudar, seja divulgando o site/telefone do Centro de Valorização da Vida, quanto outros serviços de atenção à saúde mental.

E pensando nesses serviços, fiz uma pesquisa e descobri que 28 hospitais universitários filiados à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) oferecem tratamento psicossocial com equipes multiprofissionais - médicos, psiquiatras, psicólogos, terapeutas dentro outros profissionais. 

Aqui vai a lista dos hospitais por região:

Região Norte:
  • Hospital Universitário Getúlio Vargas, da Universidade Federal do Amazonas (HUGV-UFAM)
  • Hospital Universitário Bettina Ferro de Souza, da Universidade Federal do Pará (HUBFS-UFPA)
  • Hospital Universitário João de Barros Barreto, da Universidade Federal do Pará (HUJBB-UFPA)
Região Nordeste:
  • Complexo Hospitalar Universitário Professor Edgard Santos, da Universidade Federal da Bahia (Hupes-UFBA)
  • Maternidade Climério de Oliveira, da Universidade Federal da Bahia (MCO-UFBA)
  • Hospital Universitário Walter Cantídio, da Universidade Federal do Ceará (HUWC-UFC)
  • Hospital Universitário Lauro Wanderley, da Universidade Federal da Paraíba (HULW-UFPB)
  • Hospital Universitário da Universidade Federal do Vale do São Francisco (HU-Univasf)
  • Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (HC-UFPE)
  • Maternidade Escola Januário Cicco, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (MEJC-UFRN)
  • Hospital Universitário Ana Bezerra, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (Huab-UFRN)
  • Hospital Universitário Onofre Lopes, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (Huol-UFRN)
  • Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe (HU-UFS)
PS: A Universidade Federal do Piauí, através da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis e Comunitários (PRAEC), disponibiliza apoio psicológico aos alunos da instituição, mas estende o serviço à comunidade teresinense como um todo. Eu, Carol, faço uso do serviço e tem sido de grande importância para mim! Para mais informações, acesse ao site.

Região Centro-Oeste:
  • Hospital Universitário da Universidade de Brasília (HUB-UNB)
  • Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás (HC-UFG)
  • Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (Humap-UFMS)
  • Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados (HU-UFGD)
Região Sudeste:
  • Hospital Universitário Cassiano Antonio de Moraes, da Universidade Federal do Espírito Santo (Hucam-UFES)
  • Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (HC-UFMG)
  • Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (HC-UFTM)
  • Hospital Universitário da Universidade Federal de Juiz de Fora (HU-UFJF)
  • Hospital Universitário Antonio Pedro, da Universidade Federal Fluminense (Huap-UFF)
  • Hospital Universitário Gaffrée e Guinle, da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (HUGG-Unirio)
  • Hospital Universitário da Universidade Federal de São Carlos (HU-UFSCar)
Região Sul:
  • Hospital das Clínicas da Universidade Federal do Paraná (CHC-UFPR)
  • Maternidade Victor Ferreira do Amaral, da Universidade Federal do Paraná (MVFA-UFPR)
  • Hospital Escola da Universidade Federal de Pelotas (HE-UFPel)
  • Hospital Universitário de Santa Maria, da Universidade Federal de Santa Maria (Husm-UFSM)
As fontes das informações citadas anteriormente você encontra aqui e aqui. Se você conhece algum desses serviços, não deixe de divulgar. Vamos encorajar todxs que precisem a não deixarem de buscar ajuda!

{Carol}

Agarra, Grifo - Nossa Wishlist #5 Cor de Rosa Choque


Olá Grifos, então... esse Agarra Grifo vai ser um pouco diferente, pretendemos aqui falar de livros que remetem a grandes exemplos de força e garra femininos por isso o primeiro livro não podia ser outro:

Rita Lee: uma autobiografia:


Me lembro de escutar Rita Lee desde muito jovem, a primeira música que eu ouvi foi "Erva venenosa", com 12 anos. Claro que eu não sabia do que se tratava mas já amava! <3
Desde então eu admirava a ousadia da Rita e todo o talento dela mas eu nunca procurei saber mais, nunca investiguei obsessivamente (como é habitual, quando eu gosto de alguém ou de algo) e eis que a própria Rita resolve me contar toda a sua historia, claro que essa autobiografia estaria aqui. <3


O castelo de papel - Mary Del Priore:


Esse é aquele livro que quando eu vejo nas livrarias aqui da minha cidade eu babo em cima dele e choro num canto escuro por causa do preço...
A Mary é aquele primeiro exemplo de mulher, historiadora e escritora que chegou a algum lugar, que conquistou seu espaço em um mundo e em um ramo ainda muito masculino; embora eu conheça muito mais mulheres que homens formadas em historia, durante todo o curso quase tudo de teoria e se métodos que estudamos foram teóricos e estudiosos homens! 
Ainda por cima falando de uma figura feminina muito ambígua na história brasileira, a Princesa Isabel; se vocês param pra pensar vocês só vão lembrar da abolição da escravatura e é certo que essa mulher não se resumia a esse evento e esse ultimo teve muito mais causas e consequências do que a história brasileira gostaria de admitir.


A imperatriz de ferro: A concubina que criou a China moderna - Jung Chang


Não podia deixa meu lado otaku da cultura asiatica de lado, essa autora muito me interessa desde que eu conheci, porém ainda não comprei também, seu outro livro "Cisnes Selvagens", atraves de um podcast sobre literatura japonesa, se não me engano...
Bom esse livro aqui listado conta a historia de uma concubina que faz de tudo para colocar seu filho no poder depois da morte do imperador chines, não me peça mais detalhes porque eu não li então não me julguem... U_U É um livro sobre uma mulher forte e decida, escrito por uma mulher na Asia. Isso é o bastante para me cativar. <3

Agora uma música para me despedir, pode entrar Rita Lee:


Ate mais Grifos! o/

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

A Lista Negra, de Jennifer Brown.

ATENÇÃO: o principal objetivo do projeto #LendoSetembroAmarelo é sensibilizar e ajudar na divulgação de informações a respeito do suicídio. O livro indicado abaixo contém possíveis gatilhos, então peço gentilmente que antes de optar pela leitura, leve em consideração os seus sentimentos e não se force a uma situação de desconforto e mal estar. 

Olá, galerinha, tudo bem? Desejo que sim💛Acomode-se aí onde estiver pois hoje quero não apenas lhe contar uma história, mas sim conversar a respeito da mesma. Antes de tudo, porém, quero lhe fazer uma proposta: feche os olhos por alguns segundos e recorde de sua adolescência - caso ainda se encontre nesta fase, basta se lembrar de sua semana, do seu ano letivo, do ano passado, enfim, qualquer acontecimento recente. O que você vê? Muita coisa, posso afirmar. Pois bem, eu consigo visualizar inúmeras situações, desde a primeira (e única) música que compus quando senti a primeira desilusão amorosa, o quão mal eu me relacionava com a matemática, a saudade de minha mãe que morou por alguns anos em outra cidade, as pessoas que conheci, sendo que muitas permanecem comigo até hoje, a primeira festa, as piadinhas ofensivas vindas de garotos de outras séries, as expressões de zombaria que via no rosto de garotos e garotas de séries à minha frente porque eu havia feito uma franja no cabelo ou andava de um jeito "esquisito"...  Parte de tudo o que descrevi anteriormente vivi/senti na escola. Essa instituição que tem grande participação e significado em nosso crescimento e amadurecimento. Então sim, eu aprendi bastante: com professorxs, colegas e amigxs. Eu vivi momentos felizes. Momentos muito felizes. Mas também vivenciei situações de desconforto, vergonha, tristeza e raiva. Assim como acredito que você também tenha vivenciado, ainda que com suas particularidades. Assim como os personagens da história que irei compartilhar a partir de agora.


Violet e Nick são estudantes do Colégio de Garvin. Namoram há três anos e possuem uma relação onde compreensão e carinho prevalecem, fazendo com que se apoiem e sejam suporte um para o outro frente aos problemas que enfrentam: em casa, Violet vê o casamento de seus pais desmoronar um pouco mais a cada dia; Nick parece ter uma relação distante com a mãe. E a escola, por vezes, parece mais um inferno para os dois já que são constantemente alvos de provocações e insultos. A garota decide então começar uma lista onde anota o nome de cada pessoa que a fere ou incomoda. Nick acaba por descobrir a lista e também faz suas contribuições. 

Lembro que quando tinha uns doze anos também possuía a minha lista, ela se dividia em amigos, colegas e "inimigos". Para mim, hoje, a ideia soa bastante cômica e até imatura, mas na época fazia sentido pois eu gostava de lembrar a mim mesma quem valia a pena e quem eu gostaria de não ter de ver/conviver. E é assim que Violet e Nick se sentem: eles querem não ter de lidar com aquelas pessoas. Desejam apenas que parem, que os deixem em paz. Mas a situação sai de controle quando um dia o garoto entra na escola portando um arma e comete uma chacina, assassinando alguns dos nomes contidos na lista. Violet consegue pará-lo e acaba sendo atingida na coxa e então Nick parece sair de um transe, encarando a namorada e parecendo absorver o que acontecera. Segundos depois, ele dispara contra si.

A história segue nos mostrando como Violet está lidando com a dor da perda de Nick, com o questionamento do porquê ele ter chegado a tal extremo, a culpa pelo que acontecera, os julgamentos não somente da polícia e mídia locais, mas dos pais, colegas e até dela para consigo...

A leitura por vezes me causou aflição. Me coloquei no lugar de Violet, sentindo o peso do mundo nas costas enquanto encarava novamente as pessoas da escola, incluindo amigos seus e de Nick. Em casa, ela também lidava com o distanciamento do pai e via/sentia a sobrecarga emocional com a qual sua mãe e até seu irmão, Frankie, lidavam.

Mas a arte e a terapia tornam-se os refúgios e recomeço da garota. Dr Hieler, o terapeuta, é o único que parece confiar plenamente nela e está determinado a fazê-la se redescobrir e lidar não apenas consigo, mas com todas as mudanças ao seu redor. É, de longe, o meu personagem favorito. Talvez por ser psicóloga, Jennifer utiliza a figura do terapeuta para reforçar a importância de ajuda profissional. Bea, dona de um estúdio de arte, estimula Violet a pintar suas dores e sentimentos. É uma personagem excêntrica, que transmite alegria e paz.

O pai de Violet é o que chamamos de embuste. Sério, não consegui sentir nada que não fosse antipatia por esse homem. Ainda que ele também encarasse seus próprios problemas e toda a situação com a filha, sua forma de agir e tratar Violet me incomodaram BASTANTE! Juro que quis atravessar as páginas e dar um chega pra lá no cara. Vai ser egoísta assim na casa do caramba. A mãe - Jenny - por sua vez, foi a pessoa, depois do Dr Hieler, que mais amparou Violet. Apesar de seus julgamentos a respeito de Nick e da lista, ela tentava encontrar forças para levantar a si e a filha, transmitindo-lhe consolo em vários momentos da história.

Jessica também merece destaque entre os personagens: ainda que ela se sentisse em dívida com Violet por esta ter salvo sua vida, suas intenções em se aproximar, conhecê-la e acolhê-la, foram sinceras, especialmente nas últimas páginas, quando ambas estão trabalhando arduamente para construir o memorial em homenagem às vítimas e quando discursam na cerimônia de formatura - uma das cenas mais tocantes, diga-se de passagem.

Jennifer Brown soube conduzir sua história de forma que, ao final, eu não buscava culpados ou responsáveis. Aqui, de alguma maneira e em algum grau, pessoas sofreram - seja antes ou após a tragédia. Mesmo o bullyng sendo um dos temas centrais, a autora não tenta culpabilizar ninguém pelo ato de Nick, ainda que as atitudes dos colegas fossem perversas e injustificáveis. Nick era, sem dúvidas, alguém que necessitava de ajuda (em algumas passagens temos menções de que o garoto falava sobre a ideia de suicídio - mesmo que nem sempre tão diretamente - e isso acabava por não ser levado a sério). Um personagem que merecia ter sua própria voz dentro da história, ou quem sabe, um livro só seu. Outro personagem que é citado e parece ter grande relevância para Nick, é Jeremy, um amigo do garoto que nas poucas vezes em que é mencionado não é a melhor das companhias. Porém, ele não fora explorado e novamente fiquei com a sensação de que Nick precisava contar a sua versão da história para que pudéssemos ter uma dimensão maior de seus sentimentos e vivências.

A Lista Negra não é uma leitura leve: não por sua linguagem, que é bastante clara, mas porque falar de bullyng e suicídio é difícil e delicado, mas necessário. É o tipo de livro que choca, incomoda, mas nos faz refletir sobre a complexidade do ser humano e principalmente a necessidade de se discutir com responsabilidade e compromisso sobre bullyng e suicídio. Também nos leva a pensar a importância de se praticar constantemente o respeito, mas principalmente a empatia

Mas ao longo dos capítulos também fica evidente que sempre irá existir alguém disposto a não apenas nos ouvir sem julgamentos, mas nos ajudar a prosseguir essa caminhada que chamamos de vida. Há sim uma maneira de se recomeçar. 

As informações contidas nessa imagem foram retiradas do folder "Suicídio: conhecer para cuidar. Prevenir é possível", elaborado pela Secretária de Saúde do Piauí. Estejamos atentos às pessoas ao nosso redor - assim como a nós mesmos - frisando sempre que há ajuda disponível.
Então, se você está precisando conversar é de suma importância que não deixe de buscar ajuda profissional. O Centro de Valorização da Vida presta atendimento 24 horas por dia, através de telefone, email, chat ou Skype. 

Você não está sozinho! 💛

Onde adquirir seu exemplar:
Amazon
Saraiva

{Carol}
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