quarta-feira, 31 de agosto de 2016

The Cursed Child - Especial dos Pais

Acho que esse texto está livre de grandes spoliers...



Eita já é o último dia de agosto, mas ainda tá valendo. ;P

The Cursed Child, a oitava história de Harry Potter, que veio à vida na forma de uma peça, trata muito sobre paternidade. Tem pai saindo de tudo que é biboca aqui. Podia falar de qualquer um, no entanto, considero o Ron mais como um tiozão, o Harry eu particularmente já não gostava dele, agora beira ao ódio, então dos principais sobrou quem? Quem? Lord Voldemort! Não, não é sobre ele que vou falar aqui e sim sobre Draco Malfoy. \o/


Para os desavisados, Draco tem um filho chamado Scorpius Malfoy, que entra para a Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts já fazendo amizade com o filho/semi-clone-do-Harry Albus Severus Potter (vou ficar calado sobre esses nomes).

O Scorpius é o Excluído da escola, sofre um bully básico por causa do preconceito de o avô ter se envolvido com os Comensais da Morte e com as artes da trevas, e o Draco também. Além de correr um boato de que, na verdade, Scorpius é filho de-você-sabe-quem.



Já tô vendo que vou sair do foco...

Falando sobre Draco como pai: desde que a esposa dele morreu, o filho se tornou a pessoa mais próxima de uma família. É notável o amor dele pelo filho, Draco faz várias coisas para protegê-lo, algumas não dão muito certo, mas fazer o quê, né? 

O importante é que ele tenta estar presente, até enfrenta algumas personagens que agora são autoridades no mundo bruxo, vulgo Harry Potter, para que elas desmintam os boatos sobre Scorpius ser cria do Voldemort.



E ele faz isso tudo mesmo com o garoto sendo completamente diferente de como o Draco era na infância. Scorpius é inseguro, um nerd que fez amizade com um Potter, sério, o menino é muito gente boa. Mesmo assim, não vi o Draco o culpando por ser diferente, ou o afogando em expectativas de grandezas. Vai, menino, "ser guache na vida", vai ser feliz.

Antes de ir, não posso deixar de fora umas coisas: temos ainda outras figuras paternas na história: temos o pai do Cedric, que ainda hoje busca por algo que o console pela morte do filho; temos a presença do Dumbledore, agora como uma pintura/lembrança, mas não tem como negar que ele é praticamente um dos pais adotivos do Harry, vou dizer só de passagem que o professor Dumbledore tem as melhores falas dessa peça, sempre. 

Estou sofrendo para não soltar spoilers... então tchau, blz?



terça-feira, 23 de agosto de 2016

Agarra, Grifo - Nossa Wishlist #2


Ó eu aqui de novo. Mais uma vez enchendo vocês com a continuação da lista de livros desejados que é uma boa oportunidade para eu falar sobre vários livros ao mesmo tempo ;P e acrescentar nem que seja um título destes na lista de vocês.


Os Sete

Esse livro tá de capa nova \o/ Se eu quero? Óbvio! Foi um desbunde saber que o André Vianco ia pra editora Aleph S2 E o que mais preciso dizer? Só pra quem não conhece: é uma história de vampiros!

Corpos são encontrados em uma caravela naufragada, e eles despertam num Brasil estranho pra eles. "Ah eca! No Brasil? Não deve prestar isso aí." Ora pois, estás muito giro, gajo? Deixa os cara. 



Golem e o Gênio

Esse é um livro que me senti uma besta quadrada quando vi o título original: The Golem and the Djinni... Me julguem, eu pensei que o gênio fosse... né? Uma pessoa, sei lá. Na verdade Djinni são aqueles gênios que realizam desejos... Nossa quando descobri que o gênio do título era desses minha mente explodiu. 

Quero muito ler esse livro por: 1. parece ser um livro de fantasia incrível; 2. tem elementos da cultura árabe (gênio) e da mitologia hebraica/judaica (golem); 3. é da DarkSide. Preciso dizer algo mais?


Nós

Sente aqui... precisamos conversar. "Nós" é um romance de Yevgeny Zamyatin, sim, esse nome é de um russo, e onde você leu romance entenda ficção científica  

O título... mais simples impossível o cara foi bem monossilábico, mas toda vez que pense que é sobre uma sociedade aparentemente perfeita e opressora, que é um mundo distópico pra mim esse título é incrível. E por que sou louco para ler esse livro você pergunta né, jovem gafanhoto, a minha resposta é: não tem no Brasil, até onde sei a edição mais "acessível" é uma de Portugal... Aleph pega esse livro pelo amor do Batman.   

#AlephPegaNós




Por hoje é só. 'Té mais. 


segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Quilombos, folclore, sangue - Cira e o Velho



Ficha Técnica

Título: Cira e o Velho

Autor: Walter Tierno

Editora: Giz Editorial

Ano: 2010

Páginas: 232


Esse livro tava com um bom tempo na minha lista de desejados. E ainda não sei dizer se... é... ainda tô digerindo o livro.

Enfim, vamos falar de coisa boa, vamos falar de...

 FOLCLORE! 

O que chama atenção logo de cara é o uso de lendas nacionais. Temos boitatás, curupiras, animais falantes, princesas amaldiçoadas, seres vingativos, e a principalzona: a lenda da Cobra Norato, pai de Cira. 

O Walter Tierno contou algumas lendas, adaptou outras, deu uma modernizada em alguns casos (como o do Curupira, que virou uma espécie de cafetão '-') e criou lendas! O melhor exemplo disso é o crânio que repousa no ombro da Cira, que ganha vida quando ela precisa de uns dentes numa luta ou precisa interrogar alguém... esse foi o personagem mais interessante do livro pra mim. :)

 Mas não vá pensando que por ter folclore no meio que é uma história boba e infantil: tem estupros, ossos sendo regurgitados por serpentes gigantes, pessoas sendo esmagadas, cabeças arrancadas e salgadas para servirem de troféu, e... já tá bom, né? 

   Retirar informações de um morto não é a tarefa mais difícil quando se conhece a técnica. É por isso que se deve enterrar muito bem as vítimas. Nunca se sabe quem vai interrogar o cadáver depois.

   - Ela não morreu - disse a carcaça.
   - Como? Como é possível? Eu a vi morrer.
   - Há uma diferença entre morrer e a morte vir buscar-te.
Página 187

Quilombos

A história do livro passa ali pelo período da escravidão. Vemos Zumbi, escravos fugidos, fazendas sendo destruídas, ficamos um pouco no quilombo dos Palmares, e o Velho do título é o Domingos Jorge Velho, o bandeirante que caçava índios, negros e alguns seres mágicos. 

Temos batalhas, armadilhas, gente passando o facão, briga pela liberdade, pactos por poder, luxúria. Empolgantê.


Tava tão empolgado antes da leitura. Não se foi por causa das expectativas que tavam lá encima ou de ter acabado de ler Anardeus (já tem resenha), que é outro livro do Walter. Achei Cira e o Velho um tanto morno... não tinha a força e o impacto do outro. Mas Cira e o Velho tem seu encanto sedutor e um lugar na estante.    

Repetindo: você pode comprar os livros do Walter no próprio site dele (aqui), eles já vem autografados \o/ e por um bom preço - até o fechamento desse texto =D Cira tava por R$ 10,00 + frete.  

'Té outro dia.

sábado, 20 de agosto de 2016

Especial dia dos pais - Com filhos insanos.


Olá Grifos! \O/
Hoje venho falar de pais com filhos insanos e quem melhor que Gomés Addams para representar?
Claro que nesse caso poderíamos encaixar essa família na nossas outras duas categorias do especial do "Dia dos pais" mas, os herdeiros Addams são mais que insanos, são geniais, por isso estamos aqui.


Para começar temo que ouvir a musica que passou pela cabeça de vocês no momento em que viram esse gif inicial:



Bom, pra quem não sabe tudo começou como uma série em quadrinhos publicada pelo The New Yorker, produzida pelo cartunista Charles Addams, em 1938, e depois se tornando um seriado de TV que foi produzida entre os anos de 1964 e 1966 com três temporadas a série fez muito sucesso, depois dessa adaptação a historia passou a ser conhecida como "A família Addams oficialmente, depois vieram os filmes em 1991 e 1993, sem falar da série animada.



sexta-feira, 19 de agosto de 2016

O caçador de pipas (livro)

Aiai...

Esse é outro daqueles textos difíceis de fazer, porque tenho tanta coisa pra aprender e queria falar tantas outras. Mas vou fazer aos poucos, igual a resenha sobre Jurassic Park; lá dividi em 100 em 100 páginas, aqui o próprio livro tem uma espécie de divisão temporal que vou já explicar.


Uma cultura diferente é sempre algo bom pra conhecer. Saindo um pouco da literatura que nos desce a goela vinda dos USA ou da Inglaterra. O livro foi publicado em 2003 e foi a estreia de Khaled Hosseini. E virou filme em 2007, lembro de ter assistido, mas minhas lembrança dele se resumem a explosões e uma cena pesada com crianças.

Enfim, sobre o que a história vai tratar? Afeganistão, pipas, muçulmanos,  preconceito, amizade, opressão, submissão, crianças, sacrifício. Você aprende que persa (ou farsi, ou de acordo com a Wikipédia dari) é a língua do país, que a capital é Cabul, e várias palavras ^^

Antes de mais alguma coisa que tal quebrar uns ideias que temos, pelo menos eu tinha:

Mohammad Ismail/Reuters (retirado do Exame.com)

Isso também é o Afeganistão.

"O que é que tem essa foto? ...um minuto, o que é isso branco no chão?" É neve! Lá também tem neve... vivendo e aprendendo. Vamos ao livro:

1975 - Infância

A primeira "parte" do livro pega o personagem principal, Amir, com 12 para 13 anos. Você olha pro primeiro capítulo e sente aquela bad vindo, lê o segundo e... a merda da criando forma.

Não posso esquecer de comentar que o livro é na primeira pessoa, ou "seje" a história que vamos ver imparcial que não é. Dá muita pena do Amir na relação pai-filho, o menino tenta muito agradar, muito mesmo. O pai até é boa gente, o problema é que ele quer que o filho seja uma continuação dele próprio, aí lasca...


"As crianças não são cadernos de colorir. Você não tem de preenchê-los com suas cores favoritas."
Página 29


Mas o livro é um jogo de amor e ódio. E dá raiva na relação do Amir com o melhor amigo, ou como ele fala com o "empregado", Hassan. Vemos a diferença de classe social sendo agravada com a diferença entre povos e religiões, ou melhor, entre correntes muçulmanas.

É com Hassan que vemos a passagem hereditária da pobreza, "filho de peixe peixinho é" e só isso que pode querer ser... "Não!" Parece que a sociedade quer manter todos nas mesmas posições, sob controle, tentar mudar será encarado como uma blasfêmia, ridículo tentar... "Não!" ì_í

"Ouvi-lo dizer isso me deixou triste (...) Pelo fato de aceitar que ia crescer naquela cabana do quintal, exatamente como tinha acontecido com seu pai."
Página 64

Aí chegamos na fatídica cena do... melhor irmos para a próxima etapa na vida do Amir.

1981 - Nupcias 

Algumas coisas boas, outras nem tanto...

O principal acontecimento nessa parte da história é a invasão do Afeganistão por tropas soviéticas. Um pouco de Guerra Fria. Refugiados. Explosões. Mortes. Então as tropas da URSS se retiraram, e entrou em cena o Talibã junto com uma guerra civil. 

2001 - Bismillah

É a oportunidade de concertar os erros da infância. É o momento de...

Chegamos num ponto onde me detenho porque qualquer coisa pode ser spoiler. =D

Daqui pra frente é só golpe pesado.


Então... fui.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Puddin!

Olá, pudins \o/ Ontem assisti à Esquadrão Suicida e tenho coisas para compartilhar com vocês. Quem me acompanha?

Bom, acredito que os trailers e sinopses espalhadas pela internet deixam bem claro o resumão da história: um grupo formado por alguns dos vilões mais perigosos e instáveis sendo recrutado para uma missão cujo objetivo é salvar o mundo de uma terrível ameaça inumana (opa!). 



Ok, agora vamos esmiuçar o bagulho ;)

Roteiro:

Ao contrário do que ouvi e li por aí não considero o roteiro do filme fraco. É simples e objetivo, nada - de fato - extraordinário. Entretanto, o que o enriquece é a história de alguns dos personagens - sejam suas fraquezas ou traumas. Temos vislumbres da vida do Pistoleiro, Arlequina, El Diablo, Magia... Conhecer um pouco mais desses personagens nos faz compreender que ser um vilão não o imuniza das mazelas do mundo e da crueldade das pessoas ao seu redor (na verdade, isso muitos vezes é o impulso da vilania).

Personagens:

Sei que seria impossível aprofundar a história de vida de cada personagem, mas para mim o Pistoleiro, Arlequina e El Diablo roubaram as cenas. Will Smith deu um show de atuação, conferindo ao personagem uma postura extremamente autoconfiante. Margot mesclou o comportamento da Arle indo de insana à divertida. Eu gostei bastante de sua atuação mas gostaria de fazer algumas ressalvas quanto à personagem.



Eu gostei do toque de humor que a personagem acrescentou à história. Era perceptível que ela sentia-se bastante à vontade com os demais do grupo, inclusive uma das minhas cenas de ação (leia-se luta) favorita tem ela como a dona da porra toda. Porém, apesar de compreender que a sua história com o Coringa é significativa (e bastante abusiva e doentia) e tinha de ser explorada no filme (até porque o personagem precisava ser introduzido ali) senti que poderia ter ido além do Coringa e toda a merda que ele faz para ela e as consequências disso. Posso estar escrevendo (e pensando) alguma lorota mas eu realmente gostaria de ver a vida da personagem sob outro ângulo - fica a dica aí DC: libera esse filme solo da Arlequina, nunca te pedi nada <3 E sobre toda a polêmica envolvendo Harley e Joker, gravaremos um podcast especialmente para discutir isso, porque tem muuuuuuita coisa pra gente conversar. Podem esperar ;)

El Diablo é aquele personagem que você mal conhece e já considera pakas. Não posso discorrer muito sobre a sua história porque seria um senhor spoiler, mas saibam que é um cara que carrega um peso absurdo sobre os ombros e o coração. Senti vontade de abraçá-lo e dizer que tudo ficaria bem </3

Amanda Waller e Katana são duas personagens femininas incríveis. De uma presença forte, significativa. Exalando o puro #GirlPower \o/

Magia é aquela personagem tipo pombo... Sua história é até convincente e no início do filme me instigou, mas lá para o meio se tornou totalmente zZzzZzzZ, apesar de sua relevância na história. 

Capitão Bumerangue estava totalmente deslocado, realmente não teve um papel significante. O Crocodilo foi um dos personagens cuja quantidade de falas fora pequena, mas deixou a sua marca e fez bonito (uma referência aqui, eu acho :p). 

E o que dizer do Coringa de Jared Leto? 



Faço parte do time que foi ludibriado pela Warner e todo o seu marketing em cima do personagem: sua participação no filme é pequena se comparada à expectativa do público. Mas vamos lá, é até compreensivo, visto que o Coringa só está lá para nos mostrar a história da Arlequina. 

Bem, deixa eu parar de enrolação e dizer o que achei do cara. Para os que não sabem, sou uma grande fã do Heath Ledger (leia-se o Coringa anterior) e não curto esse lance de comparar os atores. Para mim cada um tem seu mérito assim como é sabido que se desdobram para dar à sua roupagem ao personagem - pesquisam exaustivamente para moldar o comportamento, ensaiam vozes, posturas, etc etc. Então, Leto me conquistou. Gostei bastante do seu Coringa: um grande mafioso insano que se vale de seu poder para tocar o terror em que ousar o desafiar. É assustador ver o seu comportamento frio, manipulador e cruel para com a Arlequina e sua atuação foi magnífica ao escancarar que esse relacionamento é TOTALMENTE ácido e opressor. 

Acho mais do que válido a DC dar mais espaço para o Leto mostrar a que veio. Seu Coringa tem potencial para abrilhantar outros roteiros.

Trilha Sonora:

É quase unânime para os que já assistiram ao filme: PERFEITA. Clique aqui para ouvir/copiar o título/baixar/ouvir loucamente :p 

Para quem já conferiu, que tal dar sua opinião? Vou amar ler e bater um papo com vocês. 

PS: tem Batman sim \o/
PS ²: fica, tem cena pós-crédito também, haha.

Beeeeeeeijos de luz! Até a próxima <3

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Resenha: Anardeus no calor da destruição

   "Eu só quero que tudo isso vá à merda. Quero acabar com essa bosta de espécie.
   Sou democrático. Não faço distinção, nem ofereço privilégios.
   Odeio todos.
   Igualmente." 

Página 14

Tô todo bugado ainda. Leia... apenas leia!

O ponto alto do livro é a narrativa. Ela é bem dinâmica, tem até um pouco de linguagem de teatro. É crua, rápida, violenta. Violenta. Aqui não tem excessos, é aquela palavra e pronto não vai ter enrolação.

Confesso que demorei umas 30 páginas pra notar que era em 1ª pessoa >.< É tão rápido e tão bem escrito que quando notei já era tarde: tava fisgado. O livro é super curto e é umas das melhores leituras que fiz nesse ano. "Tem que vê o que você anda lendo, né meu fi?" Um abraço pra essas pessoas... um abraço pra mim, porque sou desses também. Enfim...

Já disse que o livro é em 1ª pessoa, mas quem é essa pessoa? É uma pessoa feia e desagradável (posso falar isso porque tá na contracapa). O cara do título, vulgo personagem principal, sente um frio que só passa quando... acontecem tragédias que deixam corpos pelo chão. O Anardeus é tipo uma Banshee, ele é atraído pela morte, sente tesão pela destruição. Caos.  


Arte do livro 

E a história não é contada linearmente: vai, volta, foda-se, quem tá contando é o Anardeus, ele conta do jeito que quiser/lembrar. Mas, às vezes o narrador muda. Em alguns trechos a palavra é dada pra Isabel, a irmã-quente em todos os sentidos, e para um fotógrafo que coincidentemente tá na hora certa, no lugar certo.  

No livro você vai ter um pouco do caos de uma metrópole, vai trabalhar, volta, trabalha, trânsito, trânsito, trabalha, volta, acorda, uma amazona pegando fogo. "Hã?" Ah... minha personagem preferida: uma mulher de máscara em chamas montada em um cavalo de seis patas, misteriosa, a pura destruição. 

Vá trabalhar. Trabalha e "Não para, não para, não para, não". E jamais se esqueça de praticar seu voyeurismo pras desgraças que acontecem com os outros. Sorria. Lembre, também, que algumas coisas já estão mortas antes de serem destruídas.


   "As ruas ficaram vazias, principalmente na região central. Precisou uma carnificina para o paulista perceber que estava passando tempo demais atrás de volantes e enfiado em escritórios refrigerados.

   (...) As baladas das meninas acabaram. Não por imposição nossa. Elas já tinham idade para ter medo.

Página 104  

Um impacto esse trecho. Vemos a destruição em uma realidade fantástica ou não que uma cidade provoca na gente. Violência. Acidentes. Vivemos em uma sociedade de risco onde qualquer coisa pode nos acontecer. Um avião bater num prédio. Uma bala perdida. E com a idade aprendemos a ter medo, realmente.

Como a coisa aqui tá ficando séria: melhor encerrar o texto. Se se interessou pelo livro aconselho a comprar no site do autor (hoje o ele tá por R$ 10,00 + frete) porque já vem autografado.

Antes de acabar só quero dizer: "Parece uma pornô." (Brasil, Inês)
:)




Ficha Técnica


Título: Anardeus. No calor da destruição

Autor: Walter Tierno

Ano: 2013

Editora: Giz Editorial

terça-feira, 16 de agosto de 2016

O Tempo Consequente - H. Dobal



Foto retirada do site Jornal de Poesia

Os velhos, as pedras, o chão seco, o céu limpo, os urubus, os novilhos, os pescadores, o interior do Piauí, os mortos, os amantes, o Sol (claro!), a infância e Londres. O Tempo Consequente.  

Mas, no meio de tantas coisas o tema central do livro é o Tempo: a passagem dele, nossas recordações, saudades, as marcas que ele deixa tanto na gente quanto na paisagem, e por fim o esquecimento. 

"TEMPORA

Não foge o tempo ao que lhe cabe. Breve
as suas marcas sobre nós dispõe
como em seu gado um fazendeiro. E consequente
consegue mais do que a brasa do ferro
que só na pele se estampa.

Os seus sinais procuramos no ar, na mudança das folhas,
no correr das nuvens. E eles em nós se depositam
tão indelevelmente embora lentos.
(...)"

O tom de vários poemas é melancólico. Vemos o tempo seguindo em frente e as pessoas deixando tudo para trás, lidando com o passado como algo sem importância. Não tem valor nossa história. O que nós fomos cai aos pedaços pelas ruas.

O livro é de 1966 e ainda hoje enfrentamos o mesmo sentimento de impotência diante do tempo, principalmente porque parece algo cultural que nossa história seja abandonada. 

Teresina não é a mesma, e nem poderia ser. O tempo passa, menina, e ele é cruel. Prédios históricos são abandonados, deixados até desabarem para no lugar se erguer um posto de gasolina ou um estacionamento. "Onde serão as roças planta-se primeiro/ o fogo" (trecho do poema Gleba de ausentes). Se destrói para construir, se esquece para...


Muitas transformações ruins, no entanto, algumas boas acontecem também, não podemos negar. Evoluímos. Nem o céu sobre nós é o mesmo.

Eu já tava há alguns meses pensando em fazer um texto sobre o H. Dobal, foi bom aguardar (mesmo sem querer) até agora: hoje dia 16 de agosto de 2016 Teresina faz 164 anos, um tempo considerável, o que diria Dobal hoje da cidade onde ele nasceu.

Queria aproveitar esse tema e trazer várias fotos, mas acho que só uma basta:


Universidade Federal, foto retirada do site Teresina Antiga


E isso é tudo pessoal.

sábado, 13 de agosto de 2016

Especial dos Pais: Auto-Plágio


Hey, Grifos!


Em homenagem ao Dia dos Pais (que, lembrando, é todo o dia <3), resolvemos embarcar na ideia que tivemos ano passado (um especial em comemoração ao dia das mães), na verdade, revolvemos nos auto-plagiar e fazer esse especial de dias dos pais \o/

Sabemos que existem tipos de pais para todas as possibilidades: aquele bizarro, aquele carinhoso, aquele que não tá nem aí pros filhos, aquele que parece um dos filhos, tem o superprotetor. Não importa, sangue ou não o que importa é o afeto. Pensando em todas as variedades de pais... e impossibilitados de falar sobre todos, por questões de universidade, né? Pegamos três tipos para falarmos ao longo do mês. São esses: vocês logo saberão todos ;P


1. Pais com filhos insanos

"Esperamos de coração que tenham curtido nossa proposta e contamos com vocês para nos acompanhar ao longo das postagens. Um abraço bem apertado para todas e todos <3"






segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Aniversário J.K. e bolo imaginário sabor: Criança amaldiçoada.




Olá Grifos! Dia especial esse domingo, dia 31 de Julho, viu?
Pelo simples fato do nascimento da Rainha Joanne Rowling! E como não amar esse sotaque inglês, que só é legal com ela?



 Por nascer tão linda e diva, por fazer de um momento tão difícil e triste da sua vida a chance para escrever e fazer felizes outras pessoas por todo mundo: Obrigado! E parabéns e feliz aniversário! <3


Então gente, nesse clima de party da J.k. e também do Harry aconteceu hoje na Livraria Leitura, no Shopping Rio Poty, um evento para comemorar além do Aniversário da Jo o lançamento do novo livro "A criança amaldiçoada", realizado pelo grupo de fãs organizadores "Os inomináveis".

 O evento foi muito legal, nós discutimos nossas ideias sobre a saga "principal", falamos sobre a peça "A criança amaldiçoada" e sobre a escalação de uma atriz negra para o papel de Hermione Granger; dividimos nossas teorias loucas e que para nós fazem todo o sentido. hahaha.
O livro ainda não foi lançado "oficialmente" em todos os estados do Brasil, salvo Sampa, Rio e BH, se me lembro bem; por isso não estava exposto durante o evento mas, a mesa estava linda do mesmo jeito! <3

Como ficamos com inveja de quem ganhou os prêmios maravilhosos! (não tiramos fotos infelizmente!) Mas, todos eram maravilhosos e quem ganhou deve estar muito feliz agora. Parabéns! Recalque. kkkkkk
Os trailers, as musicas nostálgicas e a oportunidade de conhecer mais gente legal que gosta do mundo mágico, criado pela Jo, de Harry Potter foi incrível. <3

Queremos parabenizar e agradecer Os Inomináveis pela promoção desse evento muito divertido e de oportunidades, sabemos que não é fácil começar projetos ousados assim em uma cidade como  a nossa que começou a ter algum incentivo recentemente. Fighting! ^^

P.S. Todas as fotos do evento foram retiradas da pagina do Facebook dos organizadores do evento, que está acessível ao clicar nos links com o nome do grupo, logo acima. Lá tem muito mais fotos e videos do evento. Aproveitem. \o/

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