quinta-feira, 30 de abril de 2015

Notícia: Trailer da série Jonathan Strange & Mr. Norrell




A série, feita pela BBC e que estreará em maio, é baseada no livro de Susanna Clarke, publicado aqui no Brasil pelo selo Seguinte (Companhia das Letras). Antes de colocar o trailer, deixa eu pôr a sinopse do livro:

Em 1806, a maioria da população britânica acreditava que a magia estava perdida há muito tempo - até que o sábio Mr. Norrell revela seus poderes, tornando-se célebre e influente. Ele abandona a reclusão e parte para Londres, onde colabora com o governo no combate a Napoleão Bonaparte e coloca em prática seu plano de controlar todo o conhecimento mágico do país.

Tudo corre bem até que Jonathan Strange, um jovem nobre e impetuoso, descobre que também possui talentos mágicos. Ele é recebido por Norrell como seu discípulo, mas logo os dois começam a se desentender… e essa rixa pode colocar em risco toda a Inglaterra.

Não li o livro, e por enquanto acho que vou ficar só na vontade porque ele custa uns R$50,00... (à espera de uma promoção), mas pelo trailer dá para ter uma noção que deve ter uma pegada fantástica (quem sabe um pouco de terror), um negócio de romance histórico e talvez uma graça, um dente de comédia, não sei; o clima dessas primeiras imagens me animou, principalmente por tocar Na Gruta do Rei da Montanha (Edvard Grieg) ao fundo; talvez eu assista essa série...



terça-feira, 28 de abril de 2015

Resenha: O torreão, Jennifer Egan

O que elas, as máquinas, estão dando para você? Sombras, vozes desencarnadas. Palavras digitadas e imagens, se você estiver conectado. Só isso, Danny. Se você acha que está rodeado de gente, você está inventando todas essas pessoas.
( Página 128)

Jennifer Egan:

Jennifer cresceu em São Francisco, mas nasceu em 1962 em Chicago. Seus livros são bem elogiados pela crítica, tanto que ganhou o Pulitzer de Ficção 2011, além de vencer e ter sido indicada a outros prêmios... "Jennifer Egan é uma romancista impossível de classificar" (The New York Times Book Review).


Leitura de orelha

O personagem que inicialmente seguimos se chama Danny, que é convidado por um primo para o ajudar a transformar um castelo em um hotel de luxo, em uma espécie de retiro sem tecnologia, porém com medo de ficar sem contato com sua vida em Nova York, ele leva uma antena parabólica. E qual é o sentido dessa viagem afinal? Humm...


LIVRE! Finalmente livre...?

“O torreão é a parte mais alta e mais forte do castelo, para onde todos fugiam quando os muros eram rompidos. Este torreão não se rendeu durante novecentos anos e você agora vem me perguntar por que eles não me retiraram daqui?”

(Página 89)

Você compra um castelo e ganha de brinde sua própria baronesa (parabéns!), porque ela se recusa a sair, e se tranca no torreão, à beira do isolamento. Mas é quando essa personagem, a baronesa, aparece realmente que temos uma visão melhor do painel de estranheza entre passado e progresso, que vem germinando desde o começo, somando-se aos questionamentos sobre a tecnologia e a humanidade (que ao que parece a autora gosta bastante).

Além disso, ainda tem o simbolismo do torreão em si: um último refúgio; vemos a tentativa de conviver com o passado, de o resgatar, achar um equilíbrio, o homem se perdendo diante do passar do tempo... e as cenas no castelo são intercaladas com algumas que passam  onde o tempo é roubado do homem: a prisão; o que me levantou a possibilidade de O torreão estar falando sobre a humanidade estar presa (de várias formas), seja no alto de uma torre agarrada ao passado, ou presa à tecnologia, buscando por um sinal de telefone, ou presa ao futuro, à expectativa de que algo grande vai acontecer, ou ainda à aceitação, ao costume que chega ao ponto de você estar fisicamente livre e não conseguir abrir uma porta...


"Mas a loucura é que ela está certa. Na última vez em que fiquei em liberdade, eu ficava parado na frente das portas e esperava que elas se abrissem. A gente esquece como é abrir uma porta sozinho."
(Página 26)


Cadê o travessão?

“Um romance experimental envolto em veludo gótico” (The Seattle Times).

Não sei o que a autora queria, se era experimentar um jeito diferente de narração e se provar (talvez) ou deixar claro que ela estava contando histórias diferentes (...)  ou algo (alguma mensagem?) que não consegui alcançar ou tudo isso ou nada disso... Porque ela começa sem os travessões para marcar as falas, são quase diálogos em forma de teatro: nome e dois pontos, parênteses e marcação de ação como: (com voz abafada), (após um longo intervalo). O que me deu a impressão de que aquelas personagem seriam falsas, que estariam representando algo; aqui está outra coisa discutida no livro: a realidade; o que seria real? A história contada? As lembranças? A voz da autora por trás de um narrador com sua própria vida? É paranoia? É realidade?

Mas deixa voltar um pouco, aí em cima eu falei “histórias diferentes”, pois é... o livro tem mais ou menos três, cada uma com uma forma um pouco própria de ser narrada: uma como disse é meio por linguagem de teatro, a outra quase não tem marcação de falas, e por último aparecem os travessões. Falando dessa forma parece até que tô é criticando, não! Essa brincadeira da autora foi uma das melhores coisas do livro... incluo aqui o narrador intrometido/personagem.


Mas O torreão teve (para mim) seus altos e baixos, sim. E de novo me vem a mente a coisa de “um romance experimental”, ainda não sei se nisso se encaixa o estilo da Jennifer Egan, porque em alguns momentos tive a impressão de que ela estava forçando e/ou testando outro estilo de contar histórias, quase que fingindo ser outra pessoa (uma vez que o narrador se chama Ray e é um... seria spoiler dizer o que ele é?), o que me deu vontade de tirar a prova e ler mais alguma coisa dela como A Visita Cruel do Tempo, que o título é incrível.

Outra queda, em minha opinião, foi por causa de o livro falar de vários assuntos, mas apenas tocar neles... começa e não desenvolve, não fecha a ideia, parecia que largava uma para começar a falar de outra; tive essa impressão enquanto estava lendo... mas isso pode ser simples implicância por minha expectativa pra essa leitura ter sido alta... culpa de dona Tatiany Leite (Cabine Literária)... vou deixar o link para o vídeo dela aqui: Atualizaçãodo Whatsapp, tecnologia e prisão | Literatudo



Ficha Técnica

Título: O torreão

Autora: Jennifer Egan

Tradução: Rubens Figueiredo

Ano: 2012 (1ª edição)

Editora: Intrínseca

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Sobre o meu malvado favorito em Black Mass...








Quem me conhece, estranhos na rua, o pessoal da universidade... enfim todos sabem que eu sou apaixonada por um cara mal, ele me mostrou que eu sempre gostei do lado obscuro da vida; ele me faz ama-lo todas as vezes que aparece com um novo papel... enfim vou parar com isso porque vim para falar de Black Mass, o novo filme estrelado pelo Johnny Depp.






Ficha técnica:
Titulo: Black Mass (ainda sem titulo em português)
Diretor: Scott Cooper
Distribuidora: Warner Bros
Nacionalidade: E.U.A.




Bom, era uma vez um mafioso chamado Whitey Bulger, que tinha as "costas quentes" por ser irmão de um senador nos E.U.A. entre as décadas de 1970 e 1980 nosso protagonista tocou o terror nos ianques, devido ao fato de ter aceito trabalhar com um agente do FBI em troca de cobertura e vista grossa em relação aos seus crimes, mas nem tudo dá certo para sempre e ele passa a ser foragido e manter "seus negócios" na ativa.

O filme é baseado em um livro escrito pelos jornalistas Dick Lehr e Gerland O'Neil; o nome da obra é: "Black Mass: The True Story of an Unholy Alliance Between the FBI and the Irish Mob" o livro é um relato das atividades e rotinas reais do mafioso no auge de suas atividades, ambos são baseados em fatos reais, esse é o ponto e o filme estreia no dia 18 de setembro de 2015.

Um dos motivos de gostar tanto do Johnny e principalmente do trabalho dele, é essa preferencia dele por bandidos e pelo outro lado das historias, isso realmente me encanta. E eu estou super ansiosa para assistir.

Ai o leitor levanta a mão e pede a palavra: "Manuela, vai ter resenha do filme quando sair?"
e eu respondo: "Claro, e se bobear arranjo ate o livro para resenhar! amo vocês!"

É isso gente, ate a próxima!



fonte:http://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-108096/

Se eu ficar resenha






Os fãs de dramas que me perdoem , mas eu preciso desabafar sobre

                                                                         “Se eu ficar”:













Ficha técnica:

Titulo: If i stay (Se eu ficar)

Diretor: R.J. Cutler

Nacionalidade:E.U.A

Gênero: drama



Qual foi o melhor dia da sua vida? E qual foi o pior?

Esse filme é um daqueles que traz uma historia que te faz pensar em quão efêmera a vida é, e do que você tem medo e o que você espera dela; é de fato uma historia muito triste, e eu não sou muito fã de dramas, não acho nada interessante ver o sofrimento de pessoas que não existem, nem das que existem; enfim ...











Mia Hall (Chlöe Grace Moretz) é uma garota que manda muito bem, não espera... “muito bem” é apelido ela é boa pra caralho no violoncelo, e tem um futuro promissor, além disso, ela também conseguiu um namorado super lindo e talentoso, que é gamado nela, Adam (Jaime Blackley) é o seu nome; o problema é que toda a historia é narrada como as lembranças do passado, porque no presente ela está em coma depois de sofrer um acidente com sua família, em que a mãe dela morreu na hora, o pai durante a cirurgia e o irmãozinho dela algumas horas depois, mesmo que os médicos tenham dito que o fato de que ele estava consciente, quando chegou ao hospital, era positivo.




Eu não quero nem me imaginar no lugar da Mia, estar em coma e vendo sua família partir um por vez... Sim, porque o espirito dela fica próximo ao corpo acompanhando tudo, mas o dilema dela em partir com a família ou ficar com as outras pessoas que a amam também é muito difícil para ela, e o filme gira em torno disso. Não posso mencionar nada acerca do final, qualquer coisa que escrevesse já seria um spoiller, por favor, compreendam! <3












A atuação de todos foi muito boa, a riqueza de detalhes foi muito impressionante também, o interessante é que o diretor priorizou que os atores tocassem de verdade, ou seja, toda aquela “fodacidade” (Palavra do dicionário exclusivo do mundo da Manuela, é inútil procurar em dicionários comuns; e significa mandar muito bem, ser incrível em algo) é real. Outra curiosidade sobre o filme é que é um filme estreante, pois foi o primeiro longa metragem do diretor R.J. Cutler, e a primeira adaptação cinematográfica de uma obra de Gayle.



O que mais me chamou atenção, foi como o filme te prende do inicio ao fim, eu não conseguia parar de ver, mesmo que eu não quisesse faze-lo. Não queria, porque desejava ler o livro em primeiro lugar, mas aconteceu e eu adorei cada litro de lagrimas que derramei a cada cena.








Antes de começar a escrever esta resenha tive a oportunidade de ler o que era para ser uma entrevista entre a Gayle e o Jaime (respectivamente a autora do livro que inspirou o filme e o ator que fez Adam na adaptação ) mas que acabou por ser uma conversa descontraída e de troca de experiências e historias; eles falavam da construção dos personagens e da historia como um todo e do que os inspirava na hora de compor as personagens; e isso é o que mais me fascina em uma historia, mais ate do que o resultado, o olhar para trás e rever o processo de construção e saber que deu certo e que mesmo que não tivesse sido conhecida agora Gayle ainda teria uma linda historia de amor, e não só Mia e Adam, mas Mia e sua família.






Bom pessoinhas, é isso; ate a próxima!

Fonte: http://www.adorocinema.com/filmes/filme-217930/

terça-feira, 21 de abril de 2015

Vem que vai ter A Escolha Perfeita 2 \o/




Bom dia, meus amores! Como estão heim? Aproveitando o feriado? Voltei a sumir por conta da minha rotina maluca, perdão :( Mas cá estou para compartilhar que veremos nossas Barden Bellas em uma nova competição, a nível mundial, onde nenhum grupo americano levou a melhor. O trailer está em HD e GENTE, PREPAREM AS VOZES E OS CORAÇÕES PORQUE SINTO EMOÇÕES TRIPLAS VINDO POR AÍ <3



Se você é fã de um musical, recheado de bom humor e lições de determinação e amizade, A Escolha Perfeita é ideal para te animar, por isso deixarei o link para que quem não teve a oportunidade de ver o primeiro filme possa assistir e volte para esse post e pire comigo enquanto aguarda a estréia que está prevista para o segundo semestre do ano, de acordo com o site papelpop.com, dia 27 de agosto \o/


E aí, preparados? Ansiosos? Deixem nos comentários suas impressões e expectativas. Até a próxima <3

.C.Schreave


sexta-feira, 17 de abril de 2015

Mesmo se nada der certo - filme 2014 resenha





Saudações estrelinhas!

Sim, eu estou de volta e vim falar hoje de um filme muito legal. Antes de mais nada; O trailer e a ficha técnica. (Sou metódica, quase ao nível de TOC) 








Titulo: Begin Again (Mesmo se nada der certo)
Lançamento: 18 de setembro de 2014
Gênero: drama, romance, musical. (Adoro cinema)
Diretor: John Carney
País de origem: E.U.A.
Elenco: Kiera Knightley, Mark Ruffalo, James Corden e Adam Levine

Kiera Knightley

Mark Ruffalo (Parecido com algum personagem de novela brasileira)

Adam Levine 


James Corden





Sobre a estória:

Ate mesmo quando leio uma sinopse interessante (o que é realmente raro) eu gosto de escrever a minha versão da sinopse, porque a maioria das que leio são broxantes e não me despertam curiosidade alguma; então tento deixar mais próximo do filme.

Gretta (Kiera Knightley) é uma cantora e compositora muito talentosa que porque foi traída pelo namorado que ficara famoso (Adam Levine) está cantando em um bar, para se distrair, quando é abordada por Dan (Mark Ruffalo) que diz ser um produtor muito influente que pode promover o trabalho da moça em todo o país e fazê-la famosa, mas nas palavras de Gretta, ele “parece um sem teto”; Dan por sua vez acaba de perder o emprego na empresa que criou, é divorciado e seu relacionamento com a filha... bem, não podemos dizer que ele é o “pai herói”.

Mesmo estando em um momento difícil os dois começam a trabalhar na gravação de um disco e consequentemente a se aproximar mais e compartilhar suas histórias o próximo passo é a amizade; Dan e Gretta tem problemas que os aproximam e os deixam a vontade um com o outro e o filme vai se desenvolvendo a partir dai.



Sobre as coisas que não se pode ver na maioria das sinopses:

Se a analise for baseada de acordo com as classificações de gênero dadas ao filme (pelo site adoro cinema) podemos começar dizendo que muitas vezes para o cinema “drama” é sinônimo de “vida”, o drama deste filme está no fato de narrar a vida de perdedores, pessoas comuns que estão mais nas parte baixas daqueles “altos e baixos” da vida, assim como a maioria de nós. Ambos estão um tanto perdidos e começam a procurar um caminho juntos, o caminho da música.




Se você está esperando um romance avassalador nesse filme, nós não nos responsabilizamos pela sua decepção e uma vez que estamos aqui vamos dizer sim: “nós te avisamos!”... U_U

Sabe aquele romance bem leve e adulto? Esse filme está nessa linha de romance, é uma coisa muito simples e complicada ao mesmo tempo, é divertido e muito lindo, mesmo que não tenha aquele romance clichê em que o cara vem em uma limusine tocando “La traviata” com flores e tudo o mais, o filme te conquista e você torce para que Gretta e Dan fiquem juntos.

As músicas são incríveis, e a Kiera cantando então...














O que eu mais gostei nesse filme é que ele vai bem no ponto de o que é ser um artista hoje em dia; é preciso ter sua musica em um filme famoso para estourar, ok. Mas e depois disso? A indústria da música quer que você tenha um perfil de fã service, ou seja, sempre fazendo aquilo que vende mais; mas os artistas de verdade conseguem manter sua marca e vendem justamente por isso.

Bom gente, é isso ate a próxima! ^^



(Elenco do filme na gravação de uma das cenas mais fofas do filme.)



terça-feira, 14 de abril de 2015

Literatura no meio-do-sol-quente, Literatura Piauiense

Aqui estão inauguradas nossas discussões sobre literatura piauiense... \o/
“Literatura piauiense, vocês têm certeza que querem falar desse lixo?” É... sim...

P’ra início de conversa... peguei pra Cristo desta vez (por enquanto) o livro Geração de 1970 no Piauí: contos antológicos organizado pelo Airton Sampaio, pelo título a gente já sabe que é um livro de contos, mas onde ‘tá o problema nisso? É que o livro externamente só diz que são contos de uma geração dos anos 70 no Piauí e só. Em uma livraria a pessoa que encontrar o livro e tirá-lo da prateleira para dá uma olhada, o que faz? Devolve, na maioria das vezes... “Por que é do Piauí, e existe um preconceito?” Talvez, mas além disso tem o fator (na minha opinião) de que o livro não está se vendendo: a contra capa não ‘tá falando nada do que se trata o livro.


A capa é bonita? É (eu achei pelo menos, esse molotov com um caju =D). O conteúdo é bom? Alguns contos para mim são excelentes. O problema realmente é que a pessoa apenas teria que adivinhar do que se trara, ou comprar pela capa... ou ser fã do autor, organizador enfim, para resolver comprar... ou um doido, sei lá... E como fica os novos leitores? Ficam com o livro da moda, com o livro que todos estão falando, com os livros que eles têm convicção de que vão gostar; eles têm culpa? Claro que não, p’ra que se arriscar (e gastar)? “Mas e tu? Por que comprou esse livro aí?” Há malucos que andam soltos... e eu comprei esse livro de contos justamente para conhecer novos autores, ter contato nem que seja com um texto deles, e ver se me agradavam ou não; vou aproveitar o momento para citar os autores do Geração de 1970 no Piauí... que são: José Pereira Bezerra, Austregésilo Brito, Rosa Kapila, M. de Moura Filho, J. L. Rocha do Nascimento, João Pinto, Airton Sampaio, Wellington Soares.

No entanto esse negócio do livro não se oferecer para o leitor, não é algo exclusivo a esse caso, eu noto (não vou generalizar) que alguns, e na maioria que vi são livros mais antigos, os clássicos, é onde isso mais acontece; Rio Subterrâneo do O. G. Rego de Carvalho, por exemplo, só tem gente falando bem do livro tanto na contra capa como nas orelhas, mas nenhuma linha falando do que se trata da história; Palha de Arroz do Fontes Ibiapina, só elogios nas orelhas, e a contra capa é vazia, eu só fui descobrir que o contexto dele era a Ditadura Vargas durante a leitura (surpresa)... O bom é que essa é uma característica que já não vejo muito em livros contemporâneos, como o 15:50 do Eneas Barros que logo na capa traz “A história da Menina-Vampiro do Piauí”.



Porém, outra coisa que às vezes me irrita é a dificuldade de encontrar o livro, seja para vender, ou com um preço acessível, ou mesmo alguma informação na internet, tem livros que não estão no skoob, ou que o autor não tem um blog ou um site p’ra divulgação, como o leitor deve agir nesse caso? Não sei...

Deixa eu pôr logo um ponto de interrogação final, antes de o texto ficar enorme... A literatura é arte, não é? É, mas (nos dias de hoje principalmente) também é um produto, não se pode esquecer isso. Parece que um livro é algo divino que as pessoas são obrigadas a saber dele, conhecer seu autor, bater palmas e comprar e ler... “pretensão descarada”, né?

E vocês o que acham do mercado editorial no Piauí? Algum livro para indicar ou tudo é uma grande porcaria mesmo? Comentem, prometo que o blog não morde...

  

Pra você que é apaixonado por filmes de terror dos anos 90, vem aí a série de TV:"Scream"

Por: Morpheus

Saiu o Trailer da série mais aguardada por fans de filmes de terror. Alguns fans da série de filmes "Pânico" criam expectativas positivas, enquanto outros nem tanto... mas uma coisa é certa, Scream vai chegar cheio de sangue e besteirol juvenil. 


Sou suspeito pra falar por ser fan de filmes de terror dos anos 90, principalmente do formato: Jovens + Escola/viagem + Assassinatos.  A série produzida pela MTV é baseada na sequência de filmes de terror "Panico".


 A franquia de filmes estrelado por nomes como Drew Barrymore, Neve Campbell, Courteney Cox e David Arquette ficou muito popular nos anos 90, e ganhou até uma sátira, o filme de comédia "Todo mundo em pânico"


           

    Da só uma olhada no Trailer da série:






Já deu pra sacar que vai ter muito apelo pra susto, sangue e gente burra indo exatamente pra onde você está dizendo pra não ir. Então apaguem as luzes, juntem a galera e bom flash back!
... e quem está mais animadinho que a gente?





Vem gente, que a Florence ta de clipe novo.

Por: Morpheus


Cabelos ruivos,vestes de segunda mão... você deve ser ...

 Não, pera... 

É a Florence Gente. A nossa fada alternativa está de clipe e trabalho novo... Recentemente foi anunciado o nome do seu novo disco e data de lançamento nos EUA. "HOU BIG HOU BLUE HOU BEAUTIFUL" que tem data de lançamento previsto pra 01 de junho nos EUA, e já está nos encantando antes de ser lançado. 



Dia 10 de fevereiro foi postado uma especie
 de trailer/previa do disco na sua conta na VEVO,
 e levou os fans a loucura. 
        Vai dizer que você não abriu bem os olhos
 e ficou maravilhado com essa previa?




E ela não parou por ai, achando pouco a parada cardíaca que deu em todos nós, ainda no mesmo mês Florence lançou o primeiro clipe. O single "What Kind Of Man" veio devastador e apaixonante. Como uma leoa ferida Florence mostra toda a sua paixão e fúria. 



Que tipo de mulher canta dessa forma?



Ta achando pouco? Tem Florence na chuva, devota e perdida em ST Jude. Uma musica tão sensível a ponto de me arrancar lágrimas. Não importa o quão alegre você esteja ao ouvir essa musica ou ver o clipe, você sempre vai se sentir perdido ao dar o play.


Mais uma conversa sem destino
Mais uma batalha que não foi vencida
E cada lado é um perdedor
Então quem se importa com quem atirou? 
E recentemente foi lançado o terceiro single para completar a santa trindade de "HOU BIG HOU BLUE HOU BEAUTIFUL". Em "Ship To Wreck" Florence traz de volta sua selvageria e euforia, com os outros e consigo mesma. Uma bela e libertadora batalha interna explode nessa musica. 




Uma coisa é certa, Florence prova mais uma vez que a musica pop pode ser profunda e bem trabalhada. Florence nos prova ser uma artista completa e com essência própria e inigualável. E olha que ainda tem "muito chão" até o lançamento oficial do álbum, quem sabe ela não tem mais maravilhas como essas guardadas? 

                                       
         Florence definitivamente não parece ser desse planeta!



segunda-feira, 13 de abril de 2015

Preparem o saquinho de vômito, que saiu o trailer de Centopeia Humana 3.

Por: Morpheus



E ela está bem (bem,bem...) Maior .




Estão prontos? 


 The Human Centipede é um filme de terror escrito e dirigido pelo diretor holandês Tom Six. Teve uma sequencia, The Human Centipede 2, realizada em 2011 e a última parte da franquia, The Human Centipede III, que gerou esse pavoroso trailer está prevista para estrear ainda esse ano. A centopeia, que já era nojenta com 3 pessoas, agora vai ser feita com 500 presidiários. Só dou um conselho, façam o que fizerem... NÃO SEJAM PRESOS. 

"O gosto nunca sairá de sua boca."




terça-feira, 7 de abril de 2015

Resenha: 1984, George Orwell

“Ao futuro ou ao passado, a um tempo em que o pensamento seja livre, em que os homens sejam diferentes uns dos outros, em que não vivam sós – a um tempo em que a verdade exista e em que o que for feito não possa ser desfeito:
Da era da uniformidade, da era da solidão, da era do Grande Irmão, da era do duplipensamento – saudações!”       (páginas 39 e 40)

Eric?

     Eric Arthur Blair foi um ser que nasceu em 1903 (na Índia), foi jornalista, crítico, romancista e George Orwell, sim, Orwell é o pseudônimo desse cara, e que morreu de tuberculose em 1950...

Leitura de Orelha

     No ano de... talvez 1984, Winston Smith, um trabalhador comum do Ministério da Verdade, inserido em uma sociedade distópica altamente vigiada e controlada pelo Estado, começa a se questionar e a desafiar o estado das coisas ao seu redor.
     Sendo a história do livro dividida em três partes.



Sorria e acene!

     Que mundo mais sem prazer, sem gosto, onde até o chocolate tem o sabor de “fumaça saída dos incineradores de lixo”, um mundo preso em rotinas, tédio, medo, de pessoas oprimidas pela autoridade do Grande Irmão.

 “Você era obrigado a viver – e vivia, em decorrência do hábito transformado em instinto – acreditando que todo som que fizesse seria ouvido e, se a escuridão não fosse completa, todo movimento examinado meticulosamente.”
                     (página 13)

     E para tentar driblar todos esses olhos e ouvidos sobre você, na tentativa de guardar algo só seu (os seus pensamentos, talvez), e se manter vivo o máximo possível, você era obrigado a manter uma expressão abestada neutra, escondendo suas frustrações, raiva, desejos, tristeza, no fim é melhor não expressar nada...

Ao que parece Kristen Stewart irá estrelar um adaptação de 1984...


Primeira Parte

     As primeiras páginas são uma amostra do mundo criado por Orwell, um soco, algumas das principais características dessa sociedade são mostradas logo no início, aqui vai uma pequena parte:

O lema do governo 

“GUERRA É PAZ
LIBERDADE É ESCRAVIDÃO
IGNORÂNCIA É FORÇA”

Dois minutos de ódio – devido a tanta opressão, o individuo a coletividade precisa de algo para explodir, extravasar, se expressar (tendo o cuidado para não parecer suspeito, ou parecer que tá traindo o movimento) um meio para isso foi os dois minutos de ódio, nada melhor que uma forma controlada de descontrole: com tempo determinado, com o ódio canalizado para algo específico; não contentes só com isso eles montam o carnaval a semana do ódio.
Duplipensamento – “significa a capacidade de abrigar simultaneamente na cabeça duas crenças contraditórias e acreditar em ambas“ hã?
A guerra sem fim – serve para desviar a insatisfação que o povo teria do partido para um inimigo externo (ele existindo ou não, sendo uma ameaça ou não), justificando a miséria, tentando arrebanhar as pessoas pelo medo.
Big Brother (o Grande Irmão) – por fim, a entidade que representa o governo e a quem todos devem expressar seu amor e gratidão. 



Segunda Parte

     Há aqui se desenrola um “romancezinho”, por que entre aspas? Porque nessa parte existem declarações de amor do tipo: “’Eu sentia ódio só de olhar para você’, disse. ‘Queria estuprá-la e depois matá-la’”. ‘Oo’
     Por outro lado é aqui onde o livro bate a realidade na nossa cara, é onde vemos como funcionam as coisas, como somos governáveis, para um livro escrito no século XX: parabéns...

“Nada a temer do lado dos proletários. Abandonados a si mesmos, continuarão trabalhando, reproduzindo-se e morrendo de geração em geração, século após século [...] Seja qual for a opinião que as massas adotam ou deixam de adotar, essa opinião só merece indiferença. As massas só podem desfrutar de liberdade intelectual porque carecem de intelecto.”
(páginas 247 e 248)

Terceira Parte

     Não vou falar muito para não sair um spoiler (se bem que talvez já tenha saído um). Deixa eu tentar... Uma amiga minha falando sobre 1984 uma vez disse que o que tirou dele foi uma sensação de desesperança (a humanidade não aprende) - isso resume a última parte, pronto. 


Ficha Técnica

Título: 1984

Autor: George Orwell

Tradução: Alexandre Hubner, Heloísa Jahn

Ano: 2009 (16ª reimpressão 2013)

Editora: Companhia das Letras


sexta-feira, 3 de abril de 2015

Uma lição de amor, dedicação e luta pela vida.

Boa noite, amores! Estou há uma semana sem postar e quando isso voltar a acontecer saibam que minha rotina maluca não me permite estar sempre aqui e compartilhar com vocês minhas impressões. De qualquer forma, cá estou e hoje irei recompensá-los com a resenha sobre o delicado, sensível e profundo A Teoria de Tudo.





A sinopse, de acordo com o site cinemark.com.br: Baseado na biografia de Stephen Hawking, o filme mostra como o jovem astrofísico (Eddie Redmayne) fez descobertas importantes sobre o tempo, além de retratar o seu romance com a aluna de Cambridge Jane Wide (Felicity Jones) e a descoberta de uma doença motora degenerativa, quando ele tinha apenas 21 anos.


Somos apresentados então à trajetória do jovem Stephen. Vemos marcos importantes de sua vida, como a inspiração para fazer seu doutorado, o relacionamento com Jane e a construção de sua família, assim como a convivência e adaptação à doença. 


Tentei acompanhar a parte científica da história e mesmo tendo de voltar os segundos de algumas cenas para captar o que era explicado, fiquei bastante interessada nos escritos de Hawking. Sua empolgação e fascínio ao criar sua teoria atiça nossa curiosidade e sem sombra de dúvidas "Uma breve história do tempo" está em minha lista de desejados.


Entretanto, há outros pontos que detiveram a maior parte de minha atenção, me arrancando lágrimas e me deixando uns bons minutos acordada, refletindo:

A atuação de Eddie Redmayne



Aqui vai a opinião de uma mera telespectadora: atuação impecável (Oscar bastante merecido e o próprio Stephen o parabenizou, dizendo estar orgulhoso de Eddie <3). Eddie fez de seu corpo sua arte e este fala por si próprio. Suas expressões nos mostram a alegria e doçura de estar apaixonado, a negação ao descobrir a doença, e a realização ao ver seu trabalho ser reconhecido. Sua interpretação deixa bastante claro o total comprometimento com a história de Hawking. A cena em que ele tropeça nos próprios pés fez um bolo se formar em minha garganta e tive de parar por alguns minutos para processar a intensidade de sua performance.

Felicity Jones




Felicity nos presenteia com uma atuação sensível e carismática. Jane foi muito além de esposa: foi amiga, companheira, um anjo na vida de Stephen. O acompanhou por anos, demonstrando paciência e afeto infinitos. Vemos nela a luta em manter-se firme por si mesma e pela família, abrindo mão de suas necessidades e desejos. O livro, de nome homônimo, é contado a partir de seu ponto de vista e depois de assistir ao filme não vejo a hora de poder ler seus relatos e me emocionar mais uma vez. Jane é a personificação do amor e altruísmo. 


Jonathan (Charlie Cox) foi outro personagem cativante. Me fez acreditar que gentileza é algo valorizado por alguns e que é possível amar e dedicar-se ao próximo.

Ah, só pra constar: imaginem minha felicidade ao ver que o professor Dennis, que na verdade era um grande amigo e admirador de Stephen, era o meu amado Lupin (David Thewlis)? *O* Tive um pequeno surto, sim <3


O filme é uma lição de vida. Stephen desafiou a própria ciência ao ir além dos dois anos de vida que o deram. A cada dia uma nova batalha vencida e ele, sem dúvidas, foi presentado com pessoas bastante especiais que o ajudaram em sua jornada e o fizeram ter a certeza de que nunca estivera só (em especial, Jane). Que o amor daqueles que o cercam e sua determinação por sobreviver e provar não apenas sua teoria mas sua força e garra nos motive a buscar nossos sonhos.




"Enquanto houver vida, haverá esperança". 


Ficha Técnica:

Título: A Teoria de Tudo (The Theory of Everything)
Roteiro: Anthony McCarten
Direção: James Marsh
Elenco: Felicity Jones, Eddie Redmayne, Adam Godley, Charlie Cox, Charlotte Hope, David Thewlis...
Duração: 123 minutos
Gênero: Drama
País de Origem: EUA

.C.Schreave


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