segunda-feira, 5 de março de 2018

Fantasmão... não pera!




Olá Grifos, como estão? Gostaria de dizer primeiramente  que não tenho motivos para não amar e enaltecer esse livro que é de um autor francês e se passa em um teatro! <3 Vamos falar de "O fantasma da Opera" Sim! \o/

P.S. O PPG NÃO SE RESPONSABILIZA PELO CONTEÚDO MÓRBIDO, RECALCADO E/OU MENTALMENTE PERTURBADO DESTE LIVRO. PARTINDO DO PRINCIPIO QUE SE TRATA DE UMA MERA RESENHA E QUE OS LEITORES SÃO MAIORES DE DE 18 ANOS E PORTANTO CAPAZES DE DISCERNIR QUE NÃO SE PODE OBRIGAR NINGUÉM A TE AMAR!  OBRIGADA!

Breve Sinopse: Na Paris de meados do século XVIII e inicio do XIX um teatro vivia assombrado pela lenda do Fantasma da Ópera, todos cochichavam nos corredores sobre como essa figura sempre estava ás sombras observando aquele, que ele julgava ser o seu teatro, o seu domínio. A situação ficou fora de controle quando pessoas começaram a desaparecer e ate mesmo morrer! De quem mais poderia ser obra, senão do Fantasma? E o que dizer da Cantora mais celebrada do momento, Christine Dáe? Que simplesmente sumiu diante dos olhos dos expectadores? Bem ali no palco mesmo, durante sua apresentação?



Minhas impressões: Bom, eu tenho um fraco por tudo que envolve a cultura francesa, embora não goste muito de franceses em si; por favor não tentem compreender, Eu sou aquela que ama abacaxi mas odeia suco de abacaxi! Vai entender. Enfim... A questão principal é que o livro foi construído como uma narrativa investigativa de eventos relativamente recentes, portanto o leitor acompanha tudo como se estivesse realmente nos bastidores da Ópera. Essa parte é uma das mais legais! <3


Nesse sentido a narrativa vai nos mostrando como tudo isso aconteceu mas sem dar pistas de que esses eventos estão sendo esclarecidos, então o leitor fica meio perdido com tantos núcleos que aparentemente não tem nenhuma conexão. Mas lendo ate o fim é que se consegue entender aonde o autor quer te levar.
Poderia dizer que o dia em que Christine Dae desapareceu foi "a gota d'água" dos eventos tragicamente estranhos que vinham ocorrendo ate então no teatro. Nisso o narrador, que é totalmente dispensável, porque se propõe a resolver e trazer a público o caso do fantasma, mas não faz nada além de narrar, mas enfim... este último conta que mais duas pessoas despareceram: os irmãos de Changy, dentre os quais um deles estava apaixonado por Dae e ao começar a investigar se descobre que todos os casos estão ligados ao Fantasma!


Vou ser muito honesta com meus Grifos! O livro é bem chato ate a a primeira aparição do Fantasma! Ele é realmente a estrela, e enquanto estava lendo faltava pular as paginas em que ele não aparecia... <3



P.S.² Atenção caro Grifo, o PPG adverte que a partir desse ponto é spoiller na cara ate dizer "Chega!"! U_U 



Bom, tenho que começar dizendo que a mudança de diretores do teatro, Christine e o visconde de Changy e o Fantasma, é claro, compõe os trés principais núcleos da história e se interligam de uma forma muito interessante.
Quem sabe pelo menos um pouco da história sabe que o fantasma não é um massa de ectoplasma que desencarnou de um corpo humano, ou seja, ele não é um homem morto, inclusive diria que ele estava mais vivo que muitas personagens ali... E ele realmente controlava o que bem entendia naquela ópera e podia ir a qualquer lugar lá dentro, por isso quando conheceu Chrisitne e se apaixonou por ela e por seu talento como cantora não foi difícil chegar até ela.


Christine, que era uma doce e talentosa cantora e atriz do elenco da ópera e que ate então não tinha tido a oportunidade de explorar todo o seu potencial, se viu abordada por aquele ser estranho do qual só ouvia a voz poderosa, passou a crer que era o tal "anjo da música" de quem seu pai lhe falava quando criança, e passou a ter aulas de canto com esse estranho e isso foi lhe consumindo mais e mais...
Enquanto isso o insuportável visconde de Changy, que tinha um crush em Christine desde a infância deles; ficava na sombra da moça e passou a investigar as estranhas atividades e atitudes que ela vinha apresentando. Mesmo sabendo que precisava de ajuda, não podia pedir auxilio a ninguém. Quem mais poderia lhe ajudar a ser uma cantora mais e mais talentosa se não o Fantasma? E se ele ficasse zangado? O que poderia fazer a ela? E quem acreditaria nela se pedisse ajuda?


Vejam bem o Fantasma é um assassino. Ele é um vilão. E mesmo assim não tem como não gostar dele. Ele é a personagem mais interessante da historia. Em primeiro lugar porque toda a narrativa tem esse caráter dúbio e claro que isso incluí as personagens, mas aquele em que essa dualidade é mais forte, mais palpável é no fantasma. Depois ele não apenas ameaça, ele cumpre suas ameaças. Ele matou uma senhorinha inocente por que alguém não fez o que ele queria. Essa foi minha parte preferida! (Tenho um pouco de medo da leitora sádica que há em mim! O_O)

Sobre a relação de Christine com o nosso fantasmão... só existia na mente dele! Na verdade a moça o temia mais que tudo, apesar de ter um pouco de admiração pelo seu talento e piedade por seu sofrimento mas eu mesma não tive pena nenhuma dele, se por um lado era devotado a ela e demonstrava seu "amor" abertamente por outro lado quando ela não fazia como ele queria mostrava sua verdadeira face violenta e manipuladora. Achei pouco o que aconteceu com ele. hahahaha Como mencionado antes amamos e odiamos as personagens por esse caráter dúbio.   

Sobre os Changy não tem muito o que falar, o irmão mais novo apaixonado por Christine não pode toma-la como esposa por não ser nobre como ele, segundo seu irmão que já herdou o título e o dinheiro e ainda quer deixar o mais novo mais infeliz ainda. Inseguro e ciumento ate com a sombra de Christine, ele me encheu o saco durante a narrativa inteira. E o fantasma nem pra matar ele... #Chateada.

O cinema criou uma caracterização diferente do fantasma, acho que pra vender mais. A questão é que nos filmes (dos quais só vi trechos) é um homem bonito que usa uma máscara que cobre metade do seu rosto, mas no livro não se sabe se ele um dia ao menos já foi um humano de tão deformado que ficou, e ele usa uma máscara que cobre o rosto inteiro e tem formato de uma caveira. eu fiquei imaginando o tempo inteiro aquelas caveiras do "Dia de los muertos", sabem?


Se o Antônio Bandeiras fosse o Fantasma da Opera mesmo, eu não me importaria de ser o crush dele... <3 
Conclusão: Foi uma leitura carregada no inicio mas conforme foi progredindo e se tornando mais trágica e obscura e assim eu fui me apaixonando mais e mais pela história. Vocês sabem que aqui no PPG a gente gosta de umas paradas bem darkness ne? Mas assim só o final poderia ter sido diferente, não gostei muito do desfecho mas vida que segue. No mais eu amei o livro mas não pude assistir o filme ainda. T_T Mas assim que você termina se sente parte de algo sabe? Ler um livro que inspirou tantos filmes e peças... ain! <3

Ate mais Grifos! o/

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