domingo, 1 de outubro de 2017

O Último Adeus, por Cynthia Hand.

ATENÇÃO: o principal objetivo do projeto #LendoSetembroAmarelo é sensibilizar e ajudar na divulgação de informações a respeito do suicídio. O livro indicado abaixo contém possíveis gatilhos, então peço gentilmente que antes de optar pela leitura, leve em consideração os seus sentimentos e não se force a uma situação de desconforto e mal estar.

Alexis está em seu último ano do ensino médio, o que implica em todo aquele cenário familiar: sonhos, medos, ansiedade... Porém, para muito além desses sentimentos, a garota tem de lidar com a ausência, a dor e a culpa pela morte de seu irmão, Tyler. Acompanhamos ainda o sofrimento de sua mãe e as ações e sentimentos de outros personagens que direta ou indiretamente relacionaram-se com o garoto.



Através de um diário - sugestão dada por seu terapeuta, Dave - Alexis nos relata seu dia a dia assim como memórias de situações que vivenciou/compartilhou com seu irmão. Essas memórias nos aproximam de Tyler: um garoto divertido, inteligente, popular, muito amado por sua família, amigos e namorada... Então o que o levaria a tirar a própria vida? 

Alexis também se questiona quanto a isso. Ela busca por estatísticas, fatores que podem ter contribuído para o que acontecera, mas mesmo com dados e suposições, ela não compreende. Em um determinado ponto da narrativa me pareceu, levando em conta o comportamento de Tyler, que talvez ele estivesse enfrentando a depressão - que se apresenta como um dos fatores de risco para o suicídio. Porém, Cynthia Hand não deixa isso exatamente claro, ela quer simplesmente que possamos acolher Alexis, sua mãe e todos que sentem a ausência de Tyler. E foi isso que fiz: sentei ao lado de Alexis e ouvi sua história. Me emocionei junto dela, senti a perda de Tyler como se fosse um amigo querido. Eu quis atravessar as páginas e levar um pouco de conforto para ela, seus pais, Ashley, os amigos de Tyler... 

O Último Adeus foi exatamente o que me disseram e, consequentemente, o que esperava: marcante! Há dor. Dor de diversas formas. Mas há crescimento pessoal, conquistas, recomeço, personagens palpáveis que despertarão no leitor não apenas afinidade, mas afeto e empatia. Fora a infinidade de diálogos maravilhosos... Junto de Por Lugares Incríveis - que também retrata o suicídio e o processo do luto - da Jennifer Niven, é uma história que entrou para a lista de favoritas da vida.

Esse é, definitivamente, um dos meus favoritos. Emociona, mas diverte pela sinceridade e pureza de uma criança.
Também é um lembrete de que quando precisarmos falar, que não hesitemos em buscar ajuda. Se no exato momento em que você necessite, não pareça ter alguém, há serviços destinados a te ouvir, sem julgamento algum. Fale, porque você é sim importante e não está sozinho! Há sim motivos para continuar a sua caminhada, há muito para aprender e ensinar 💛


Onde você pode adquirir um exemplar:

{Carol}

2 comentários:

  1. Oi, Carol
    Que post lindo, Carol. Fico imensamente feliz por você ter participado. Muito obrigada por ter compartilhado informação como esta, tenho certeza que ajudamos muitas pessoas e as incentivamos a procurar ajuda. O mês do setembro amarelo acabou, mas tenho certeza que nós todos continuaremos juntos nessa luta pela vida.
    Eu li e amei essa história e como você disse, ela nos traz um apelo sobre o falar e buscar ajuda e também sobre ouvir quem está buscando essa ajuda.

    O blog é lindo!
    Um grande beijo, Mia

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Mia, muito obrigada por seu comentário lindo! Sério, me deixou bem feliz mesmo <3 Como eu te disse, sou grata por sua iniciativa ao criar o projeto e por ter conhecido você e o pessoal do grupo. A luta pela vida é diária e tenho certeza que contribuímos significativamente e continuaremos a fazer nossa parte! Foi um mês de muito aprendizado pra todxs nós <3

      Obrigada mais uma vez :') e outro beijo enorme pra você <3

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