segunda-feira, 13 de junho de 2016

Puzur e o Espadachim de Carvão


Eeeeh Grifos. De volta à Kurgala, de volta ao universo criado pelo Affonso Solano. Agora é sobre o segundo livro As Pontes de Puzur

A primeira coisa que tenho pra falar, e que acho que esqueci de comentar quando falei do livro 1 (O Espadachim de Carvão <ali), são as frases de começo de capítulo retiradas de livros fictícios, algo do tipo (faça uma voz dramática): "Venenoso é o sangue de um coração traído" (pág. 107) ou "Se agarrar ao ódio é como segurar um carvão em brasa para jogá-lo em alguém: você é quem acaba ferido" (pág. 123) ou "Vitorioso não é aquele que vence os outros, mas o que se vence a si mesmo" ops este último é do Minutos de Sabedoria >_<

Em frente... A narração do Affonso me lembra muito a do Robert E. Howard o autor do Conan, o Bárbaro mesmo eu tendo lido dele só... sei lá... o conto Rosto de Caveira e alguns outros. Talvez seja por causa da coisa meio "capa e espada" do livro, as narrações das lutas e tudo mais. Realmente não sei, queria só compartilhar isso.

- Ninzunas precisam de um fazendeiro para mantê-las na fila até o curral - explicou o ladrão. - Mas nós? Ah, não, nós mantemos nosso próprio grupo ordenado, apontado e condenado aqueles que pensam diferente, que ousam considerar outro caminho... Nos comparamos aos animais quando queremos nos ridicularizar, ignorando que somos escravos ainda mais eficientes.

Página 41


Falei, falei e ainda não disse nada sobre a história do livro... pera, pera, antes tenho que mencionar uma descoberta que fiz lendo a ficha técnica do livro: quem fez as ilustrações do miolo foi o próprio autor... garoto prendado. Era só isso '-' Desculpa. Podemos voltar...

Vou logo dizer: não tem muito espadachim de carvão. "É aquele ditado: vamos fazer o quê?" (Brasil, Inês).

Então... É um capítulo pra contar a história de Puzur, o ladrão, e outro capítulo com a continuação da história do Adapak, o espadachim. E o livro vai assim intercalando as duas. Tem até um momento que o protagonista desaparece porque usa um capítulo ou dois pra ler uns livros sobre Puzur. 


"'Puzur Sarraq.' 'Puzur Vandelel.' 'Puzur, o escorregadio.' 'Puzur, o ladrão de relíquias.' 'Puzur, o veloz.' Eu me questiono se alguém com tantas alcunhas possa acabar esquecendo a própria identidade."

Página 100

Algo mais pode ser spoiler... 

Mas antes de terminar queria citar o que chamou meu estranhamento pra uma conversa: uma espécie racional parasitando, literalmente, outra espécie racional até a "extinção". Hã? Deixa eu voltar, então. Há uns seres vermiformes mais ou menos do tamanho de um ser humano, pelo menos foi essa a imagem que se formou na minha mente, essa espécie começou a ser parasitada por outra, ou seja, chegou um carrapato-polvo gigante, grudou na tua nuca e passou a te controlar, e a sociedade ficou de boas com isso, só porque os parasitas ou os "passageiros" sabiam fazer uns remédios excelentes. Que bizarro. Essidois. 

'Té mais.

P.S.: Agora Kurgala tem mapa ^^

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