quarta-feira, 4 de maio de 2016

Serie: Belas recatadas e do "lar"? Será? #AustenPraVida Parte 2


Olá Grifos! o/

Estou com algumas coisas martelando na minha cabeça hoje, elas envolvem uma mulher inteligente, de beleza mediana (que nunca seria tão bonita quanto sua irmã, Jane), porém pobre, um homem e sua riqueza que não pode ser ignorada, relações entre mulheres e homens e construções sociais. Muitas coisas não?



Na verdade eu li Orgulho & Preconceito já acerca de quatro anos atras, e eu assisti primeiro o filme, o que prejudicou um pouco a minha tão amada imaginação na hora de ler, mas eu sobrevivi.  E se você, que está lendo esse post, chegou a terra hoje e por algum motivo nem mesmo ouviu falar dessa historia, aqui está uma...


Pequena Sinopse:
Então... Elizabeth Bennet é a segunda filha e queridinha do papai (Mr.Bennet), talvez por que ela gosta de ler e pensa e expressa, o que é muito importante, o resultado do trabalho de seus neurônios. Ela tem mais quatro irmãs,na ordem da mais velha para a mais nova fica assim: Jane, Elizabeth, Mary, Kitty e Lidya. A Mrs. Bennet, só pensa em casar as filhas e em sues pobres nervos, uma mulher medíocre e que enche o saco durante toda a leitura ou do filme, série enfim, vou falar um pouco das adaptações mais pre frente.



Em uma bela noite as irmãs Bennet vão a um baile publico e lá Lizzy conhece Mr. Darcy, que para ela é um homem muito esnobe e orgulhoso, mas depois de muito pensar e pesar, ela percebe que nem tudo é preto no branco sempre, mas ele também não gosta muito da moça no começo, simplesmente porque ela teve a audácia de responde-lo rispidamente e por ser pobre também, e mesmo assim ser orgulhosa?
    
ATENÇÃO: As cenas a seguir são fortes. Não recomendamos a pessoas com problemas cardíacos, sensíveis ou a menores de idade.  





1. Fama e propagação:


A adaptação mais atual e mais fiel ao livro é a de 2005 estrelada por Keira Knightley e por Matthew Macfadyen, essa adaptação para o cinema é a mais famosa para a minha e as gerações posteriores (assista o trailer Aqui). 



Depois dessa a mais a influente é de 1995, uma adaptação para série televisiva produzida pela BBC e estrelada por Jennifer Ehie e Colin Firsth (assista um trailer artesanal,like a humanas, Aqui). existem outras varias adaptações a mais recente com zumbis da qual eu não sei ao certo o que esperar. Não sou capaz de opinar. De qualquer forma asista o trailer Aqui.



Mas, onde você quer chegar com essa historia de adaptações? Então... eu amo cinema e TV, cresci com eles e são responsáveis por boa parte do que sou hoje, bela, desbocada e dos bar, Mas acredito que esses meios de comunicação e cultura (por que não?) são uma especie de processador, como assim? Pega-se aquilo que convêm dizer que são as melhores partes da historia e colocam ao alcance das mãos, bem mastigado. não estou dizendo que não funciona, nesse caso em particular então... foi ótimo, mas em outros... O que quero dizer é: Leiam o livro pelo amor! Nunca te pedi nada. =D



2. A formula, a formula da historia de amor:



Com essa conversa toda de adaptação, quero dizer que a historia da diva subversiva e diferentona Austen deu certo e agrada o publico, o feminino, principalmente; e que outras autoras e autores contemporâneos se inspiram e ate mesmo adaptam para os dias atuais, afinal foi escrita a 200 anos atras. 




Mas, o que isso implica na vida real? expectativas e esperanças! e como mamãe diz: "Crie um tubarão, mas não crie expectativas". Mesmo sem querer esperamos um romance emocionante, e quem pode nos culpar, não é? A vida é chata e cheia de dificuldades. Por isso vamos culpar e amar eternamente Jane Austen! Obrigada Jane! <3



Acredito que a serie "Os Bridgertons", de Julia Quinn é o romance mais interessante que seguiu os passos de Jane Austen, é de época, também, no entanto é um pouco mais, digamos, mais apimentado. :D


3. A mulher na visão da Austen e a ambiguidade da narrativa:


Quem já leu Austen sabe que pode ser incrivelmente chato. :/ Principalmente persuasão, porque um ou dois personagens, fora os principais são toleráveis (amo referencias), o resto é incrivelmente chatos; as personagens falam sobre posses, reputação e casamento; mas é ai que entra a grande pergunta que algumas pessoas enchem a paciência dos fãs da autora enquanto buscam respostas; o que acontece é que muitas pessoas acham que ela é uma autora de romance atoa que só escreve sobre o seu dia a dia e não tem muito o que acrescentar, o que chamamos de preconceito literário, ou não.


A mais esquisita é a Mary, porque ela é filha do meio ninguém liga pra ela. kkk 


Mas, será mesmo isso? será que toda essa minucia era só a autora contando como era mais chata ainda a vida na Inglaterra no seculo XVII? Para alguns leitores essa é a maneira dela de criticar a sociedade em que vivia, mostrando o quão ridículo era mulher precisar de um homem para não ficar na rua depois que o pai/marido morresse, já que elas não podiam possuir propriedade privada; ou quão errôneo poderia ser escolher um casamento baseado na renda anual de uma, ou ambas as partes. reflitam sobre a questão.





Elizabeth é muito inteligente em alguns pontos, em outros deixa a desejar, mas ao questionar o papel social de mulheres e homens, ricos e pobres, já a torna uma personagem feminina muito mais interessante, ela não leva desaforo pra casa, e pra quem assistiu o filme, aquela cena com a tia do Fitzwilliam é assim mil vezes mais legal no livro. Sobre essa questão de classe social, que a Austen deixou levemente no ar, outra autora trabalhou muito melhor.




Elizabeth Gaskell, autora do livro North and South, que pariu a serie homônima também da BBC, trabalhou mais profundamente a questão do lugar da mulher e da diferença de classes, em um contexto de revolução industrial. Quando tiver acesso ao livro farei uma resenha, ou não. Assista ao trailer da série Aqui.

Espero que tenham gostado, é isso. Ate a próxima. Beijo.


Bom, quem leu ate aqui merece um bônus, mesmo que não seja do livro, sou dessas! U_U






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