sábado, 2 de abril de 2016

O Espadachim de Carvão


"No princípio, Kurgala era mar, e os espíritos de Abzuku e Tiamatu eram seus Senhores. E nada mais além Deles existia, pois assim Eles desejavam. E então Os Quatro Que São Um desceram, e Seus nomes eram: Anu' När, o Artesão; Enlil' När, o Viajante; Enki' När, a Voz e Nintu' När, a Lança."

Olá seres! Mais uma leitura, mais um texto pro cês \o/ 

O livro da vez é O Espadachim de Carvão do sr. Afonso-com-dois-fs Solano. Uma fantasia, com criação de mundos, com alguns deuses, com várias outras espécies estranhas racionais convivendo com os humanos, e muito verde.

Gosto muito quando um livro de fantasia traz um mito de criação, de como aquele mundo ou a vida surgiu. Aqui temos Kurgala (o mundo), dois espíritos criadores desse mundo, e mais quatro criadores da vida dos mortais em várias espécies. Os Quatro Que São Um, como dá pra perceber por essa expressão, eram muito unidos, até rolar uma treta e cada um se trancar em sua casa (4 continentes) e não dar mais as caras. Assim, "Kurgala é um mundo abandonado por Quatro Deuses. Adapak [o Espadachim de Carvão] é o filho de um Deles."  

O que eu achei? Vou me resumir aqui em três pontos:


1. No princípio era uma...

O livro começa na correria, na perseguição, temos várias coisas pra se acostumar: espécies novas, o espadachim, um pouco da mitologia, corre, corre, corre, e é um capítulo no presente e outro no passado. Até aqui perfeito, o problema é... o cara fica narrando em detalhes as lutas contras os inimigos que caem com um só hit. Ele fez isto como se fosse o negócio mais épico do mundo, (pausa dramática) como um deus esmagando formigas... Eita, não. Mas, aí não teve perigo, nem aquela angústia. Olha um inimigo... piruetas, desvia, espada, sangue, chute, morreu... olha mais um, e agora quem poderá nos defender... morreu.



2. Da metade pra lá...

Oh. Aqui já é quase outra história, aparece uns inimigos com potencial de matar o Adapak, houve realmente perigo, urgência. Além de com as voltas ao passado da narrativa, nesse ponto já temos um leve conhecimento da mitologia já dá pra embarcar pra esse mundo de boas.

3. Me lembrou de...

Coisa boa ainda... As cavernas onde os Deuses moram, é eles moram em cavernas, me lembraram muito da Cidade das Esmeraldas (de Oz) e da Caverna (do Platão) - reflita com essa -, e inclusive na hora que os deuses apareceram só me veio na mente o Cthullu (do Lovecraft)...



E é com essa imagem de paz e tranquilidade que encerro o texto. Tchau!


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