quinta-feira, 14 de abril de 2016

Clube da Luta - tiro, porrada e livro



Briga, briga, briga... Eaí Grifos =D

Que tal uma sinopse do livro do Chuck Palahniuk (Pa-l-a-h-niuk... ok tá certo, eu acho) para caso alguém não conheça?


1. Você não fala sobre o clube da luta

 Imagine um homem e seu emprego. Imagine muito trabalho, os dias se repetindo, alguém cujo único prazer é comprar o que os outros também compram, acumular os objetos que os anúncios publicitários mandam. Noites de insonia. Alguns medos. Preocupações.

Você está anestesiado, você precisa de um dose forte de realidade, de sofrimento, cheirar a morte para se sentir vivo. O jeito é ir em grupos de apoio pra pessoas com vários tipos de câncer, e então finalmente conseguir dormir depois de dias de insônia. Relaxar. Enfim um sentido, algo pelo que lutar...

Mas você não está doente, não era para estar ali... E há uma mulher, ela te perturba, a presença dela grita a tua farsa.

"Marla nunca tinha visto uma pessoa morta. Não havia um sentido real na vida porque não tinha nada com o que comparar. Ah, mas agora havia gente morrendo, morte, perda e sofrimento. Choro e estremecimento, terror e remorso. Agora que sabia para onde todos estávamos indo, Marla sentia cada momento da vida."
Página 42 

 Meu nerd interior está gritando com essa página 42 Como o ser humano é difícil de ficar satisfeito, adquire uma certa tolerância e não reage mais como antes, se acostuma e volta a ter insonia, você precisa ir mais longe, precisa de algo mais forte e libertador, precisa ir pro fundo do poço. Assim começa o clube da luta... Lutar pra relaxar... sentir a carne deformando sob seu punho, o sangue escorrendo e alimentando seus instintos. Instintos como os de qualquer outro animal, mas reprimidos.  
Acho que não é necessário dizer que o livro é violento. Né? 





2. Você não fala sobre o clube da luta 


Tô até agora brincando com algo bem comum no Clube da Luta (espero que alguém tenha reparado) que é a 2ª pessoa, é "você". Ok, o narrador é em 1ª pessoa, com um pouco de 3ª, mas tem 2ª pessoa, sim. Ele é bem pirado, te insere na história, às vezes o narrador tá falando com você, outras está falando de você (tecnicamente)...


"Você acorda no Boeing Field.
Você acorda no LAX.
Temos um voo bem vazio esta noite, então sinta-se à vontade para levantar os encostos de braço e se deitar. Então você vira de um lado, vira do outro, dobra os joelhos, a cintura e os cotovelos e se estica em três ou quatro poltronas. Arrumo o relógio para duas horas mais cedo ou três mais tarde, fuso horário do Pacífico, Montanha, Central ou do Leste, perco uma hora, ganho uma hora.
Esta é sua vida e ela está acabando, um minuto por vez.
Você acorda no Cleveland Hopkins.
Você acorda no SeaTac, de novo."

Página 32

Último Round

Pra encerrar, queria falar sobre a crítica ao consumo exacerbado (e sem sentido) que o livro traz (vixe!). Somos guiados para fazer coisas que não queremos, ter coisas que não precisamos, rodar ao longo de uma esteira de uma linha de produção (como de bonecas Barbie ou vibradores) e cair no final. Você está confuso, você não sabe qual o sentido da vida, alguém diz que é comprar... E você compra. "Você não entende nada daquilo, e então simplesmente morre". (Página 10)

'té mais. (que corte brusco '-')




4 comentários:

  1. Esse filme é incrível!Assisti novamente esses dias e foi como se fosse a primeira vez. Ainda não conferi o livro, até porque li por aí que o filme é melhor. Pretendo me envolver nessa leitura em breve!
    Parabéns pelo blog!
    bejin,
    Gi
    http://alemdoscaracoisdosmeuscabelos.blogspot.com.br/

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    Respostas
    1. Realmente o filme é incrível, e o livro não fica atrás, não. O autor tem uma escrita muito envolvente e ágil; a única coisa que senti falta foi do final do filme que é... ah... os dois olhando aqueles prédios sendo destruídos S2
      Me deu vontade de assistir de novo.
      Obrigado pela visita =D

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  2. Ai, seu post me deu vontade de reler esse livro maravilhoso. Esse lance de segunda pessoa é muito instigante, insere total o leitor no meio da narrativa. Inserir é modo de dizer, Chuck JOGA o leitor dentro da coisa. Amei o estilo do cara, depois li Sobrevivente e também curti muito!! Mais críticas e mais personagens loucos.


    ourbravenewblog.weebly.com

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    Respostas
    1. Sim, o Chuck faz é te sequestrar pra dentro do livro, mesmo. Adorei o lance da segunda pessoa, não vou mentir, quero mais disso, Sobrevivente tá na lista =D Quero também ler o 2 do Clube para ver como ficou.
      Where is my mind? \o/

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