sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Ovelhas Sonham com Humanos Elétricos? #2


E nesse segundo texto sobre Androides Sonham com Ovelhas Elétricas? vou tentar fazer um comparativo entre o livro de Philip K. Dick e a adaptação (Blade Runner) do Ridley Scott. 

Caso você tenha reparado que esse é o segundo texto, e queira ler o outro (o que recomendo) onde falei um pouco do contexto da história criada por Dick, clica aqui. \o/

Livro vs Filme

Logo de cara é bom falar que o filme é baseado no livro, não é a mesma-fiel-exata história, além de ele não tentar explicar o que tá acontecendo ou aconteceu com o mundo, ele simplesmente vai, o que é interessante porque tem muito filme por aí que chama a gente de burro de tanto explicar o que tão fazendo.

Deixa eu voltar... porque é fácil se perder.

Livro/filme vão trazer a história do caçador de androides Deckard que recebe a missão de "aposentar" alguns androides; basicamente é isso que se passa, é basicamente isso que vou contar da história meixmo.



E o melhor é? 

Os dois. Eu concordo com quem diz que o filme e o livro se completam, mas não é preciso ler um pra entender o outro, ou ser obrigado a assistir pra tudo fazer sentido; os dois são como peças independentes que se encaixam de uma maneira tão interessante e bizarra que parece brincadeira. Então pra mim o melhor mesmo é o conjunto.   

Porque o que falta num é preenchido pelo outro, exemplo: a ação do livro não é das melhores, por outro lado o filme é fraco nas explicações por não se aprofundar nas coisas ao redor; na verdade nada disso atrapalha, eles sozinhos já são obras muito-muito boas, e juntas formam um panorama incrível.


E mesmo tendo histórias um pouco diferentes eles ainda têm um ponto em comum que é o questionamento de o que é ser um humano em um mundo artificial, você não acabaria se confundindo com as máquinas a seu redor?

No livro isso é usado de várias maneiras, se esse animal na sua frente é uma réplica ou não, se o que você sente é real ou não uma vez que se pode manipular as próprias emoções (indo do pacote básico: feliz, triste; pro what the fuck?: "agradecido reconhecimento da sabedoria superior do marido sobre todas as coisas" '-' etc). E no filme essa questão se concentra mais no personagem principal (Harrison Ford) e em um ou outro replicante talvez, se é ou não é um ser humano.

Agora vamos pra parte interessante do texto: as dúvidas...



(Interroga)

Creio que vou ter dificuldade em escrever essa parte entonces: o risco de eu dizer uma besteira aqui é grande, cuidado!

E o que seria fazer parte da Humanidade?  O que seria único nela? Sinceramente, já não tenho certeza... É a inteligência, alguns diriam; sei lá, as máquinas já não conseguem nos vencer no xadrez? Talvez a criatividade, pra ser mais específico, mas mesmo assim...

"Empatia, evidentemente, existia apenas na comunidade humana, ao passo que inteligência em qualquer grau poderia ser encontrada em todo o filo ou ordem biológica, incluindo os aracnídeos."
Página 41

O livro Androides Sonham com Ovelhas Elétricas? levanta a ideia de que a empatia é o que nos diferencia de outras espécies e das máquinas (mas tenho a leve impressão de que o autor tava sendo irônico quanto a isso), para os que não sabem o que é empatia: capacidade de se identificar totalmente com o outro (obrigado Aurélio), fiquei com um pé atrás quando li isso porque há uns Humanos que não possuem esse negócio  de empatia (alguns psicopatas entrariam nesse bolo, eu acho, mesmo com alguns dizendo que eles a possuem porque têm noção do que causa sofrimento aos outros e isso seria uma prova de que conseguem se colocar no lugar de suas vítima, seria uma prova de empatia; não sei).


Qual seria a melhor definição, então? Um ser racional com polegar opositor além de um bípede social e com empatia; seria tudo isso mesmo? Seria só isso mesmo? Se você arrancar as asas de uma abelha ela deixa de ser uma abelha? ‘-‘

Falei e falei e não cheguei praticamente em lugar nenhum; no fim, talvez um Humano seja o que convencionamos ser... Que loucura... 

Não poderia encerrar sem colocar uma das melhores frase do cinema (na minha opinião) e que se não me engano foi improvisada, de um dos replicantes pro Deckard:

"Tenho visto coisas que vocês não imaginariam. Naves de ataque ardendo no cinturão de Órion. Vi raios gama brilharem na escuridão, próximo ao Portão de Tannhäuser. Todos esses momentos se perderão no tempo como lágrimas na chuva." 



Estética do filme

Amo a ambientação do filme... Ela é toda maluca, suja. É muita fumaça nas ruas, muita luz, lixo, propaganda, gente, muita gente mesmo, é avestruz passando, é carro voador, é gente usando ombreiras, guarda-chuva com neon. Parece que quanto mais a humanidade progride mais ela acumula bagulho, talvez essa cidade de Blade Runner seja o futuro mais plausível pra nós, atulhada de velhas e novas coisas.





"Blade Runner é um filme de 40 anos no futuro realizado com o estilo de 40 anos no passado"
Ridley Scott



TRILHA SONORA! Uhul!

Vangelis \o/ É algo bem marcante a trilha sonora de Blade Runner que foi feita pelo Vangelis, o triste é que acho que ainda não assisti a outro filme que esse grego tenha feito a trilha pra indicar pra vocês, então fiquem só com a de Blade:



Nenhum comentário:

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...