terça-feira, 19 de maio de 2015

Tá vadia ainda, Medusa?


     Acho que muita gente já pelo menos ouviu falar na Medusa, “aquela mulher com cobras no cabelo e que transforma em pedra quem olha para ela”, isso. Pois bem, numa das versões da lenda ela era um ser de muita beleza (pera aí, bonita? Tem certeza?), sim, muita beleza, tanta que além de atrair o desejo de alguns mortais, de quebra, (tentando não usar a piadinha escrota de “fisgou”) capturou o interesse do Senhor dos Mares... que começou a cercá-la (a perseguir, talvez), chegando ao ponto de, em um templo de Atenas, Poseidon estuprar Medusa, enquanto ela pedia ajuda para a Deusa, que após dar uma de “voyeur” fez o que alguns fazem ao encontrar uma mulher estuprada: pôs a culpa nessa sem vergonha que fica se amostrando por aí, e ainda jogou uma maldição nela;  aqui surge a Medusa como muitos a conhecem hoje (eba! Eba?), um monstro com um potencial enorme para histórias de fantasia, livros, filmes, jogos...



     “E qual a razão desse texto?” Só pra parabenizar a humanidade, que com aquela ideia (se não me engano chamou muita atenção no ano passado, vulgo 2014) de que roupa curta = autorização para ser estuprada, tanto nos afastou da Medusa, finalmente paramos de confundir vítima com culpado. Ainda bem que da Grécia antiga para cá evoluímos bastante nesse quesito... não é mesmo?


     Na verdade o intuito desse texto (e talvez de outros) é mostrar de alguma forma um paralelo da Mitologia (não só a grega) com hoje... Até a próxima.


OBS: essa cacofonia não agrega ao texto, mas vou deixar aí mesmo assim...

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