terça-feira, 14 de abril de 2015

Literatura no meio-do-sol-quente, Literatura Piauiense

Aqui estão inauguradas nossas discussões sobre literatura piauiense... \o/
“Literatura piauiense, vocês têm certeza que querem falar desse lixo?” É... sim...

P’ra início de conversa... peguei pra Cristo desta vez (por enquanto) o livro Geração de 1970 no Piauí: contos antológicos organizado pelo Airton Sampaio, pelo título a gente já sabe que é um livro de contos, mas onde ‘tá o problema nisso? É que o livro externamente só diz que são contos de uma geração dos anos 70 no Piauí e só. Em uma livraria a pessoa que encontrar o livro e tirá-lo da prateleira para dá uma olhada, o que faz? Devolve, na maioria das vezes... “Por que é do Piauí, e existe um preconceito?” Talvez, mas além disso tem o fator (na minha opinião) de que o livro não está se vendendo: a contra capa não ‘tá falando nada do que se trata o livro.


A capa é bonita? É (eu achei pelo menos, esse molotov com um caju =D). O conteúdo é bom? Alguns contos para mim são excelentes. O problema realmente é que a pessoa apenas teria que adivinhar do que se trara, ou comprar pela capa... ou ser fã do autor, organizador enfim, para resolver comprar... ou um doido, sei lá... E como fica os novos leitores? Ficam com o livro da moda, com o livro que todos estão falando, com os livros que eles têm convicção de que vão gostar; eles têm culpa? Claro que não, p’ra que se arriscar (e gastar)? “Mas e tu? Por que comprou esse livro aí?” Há malucos que andam soltos... e eu comprei esse livro de contos justamente para conhecer novos autores, ter contato nem que seja com um texto deles, e ver se me agradavam ou não; vou aproveitar o momento para citar os autores do Geração de 1970 no Piauí... que são: José Pereira Bezerra, Austregésilo Brito, Rosa Kapila, M. de Moura Filho, J. L. Rocha do Nascimento, João Pinto, Airton Sampaio, Wellington Soares.

No entanto esse negócio do livro não se oferecer para o leitor, não é algo exclusivo a esse caso, eu noto (não vou generalizar) que alguns, e na maioria que vi são livros mais antigos, os clássicos, é onde isso mais acontece; Rio Subterrâneo do O. G. Rego de Carvalho, por exemplo, só tem gente falando bem do livro tanto na contra capa como nas orelhas, mas nenhuma linha falando do que se trata da história; Palha de Arroz do Fontes Ibiapina, só elogios nas orelhas, e a contra capa é vazia, eu só fui descobrir que o contexto dele era a Ditadura Vargas durante a leitura (surpresa)... O bom é que essa é uma característica que já não vejo muito em livros contemporâneos, como o 15:50 do Eneas Barros que logo na capa traz “A história da Menina-Vampiro do Piauí”.



Porém, outra coisa que às vezes me irrita é a dificuldade de encontrar o livro, seja para vender, ou com um preço acessível, ou mesmo alguma informação na internet, tem livros que não estão no skoob, ou que o autor não tem um blog ou um site p’ra divulgação, como o leitor deve agir nesse caso? Não sei...

Deixa eu pôr logo um ponto de interrogação final, antes de o texto ficar enorme... A literatura é arte, não é? É, mas (nos dias de hoje principalmente) também é um produto, não se pode esquecer isso. Parece que um livro é algo divino que as pessoas são obrigadas a saber dele, conhecer seu autor, bater palmas e comprar e ler... “pretensão descarada”, né?

E vocês o que acham do mercado editorial no Piauí? Algum livro para indicar ou tudo é uma grande porcaria mesmo? Comentem, prometo que o blog não morde...

  

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